Pular para o conteúdo principal

Organizar e descartar...mas e o Wunderkammer

Estou em plena semana sabática. E não é nem por escolha pessoal ou férias, mas por circunstâncias da vida. E são nessas horas em que a rotina de muito trabalho fica mais relaxada que a gente olha em volta e se vê com várias alternativas de como gastar o tempo.
Período sabático: O termo vem do vocabulário hebraico e significa repouso. Corresponde ao dia de recolhimento semanal dos judeus. Para se ter uma ideia, referia-se, no Antigo Testamento, ao período em que a terra ficava sem cultivo, depois de um ciclo de fertilidade. Fonte
Gastar o tempo. Eta definição mais sem sentido. Tempo não se gasta, tempo se aproveita. E bem, de preferência. Então, entre as alternativas de como aproveitar meus dias da tal semana sabática estão:

LER - trocentos livros me esperam. Os que comprei recentemente, ou quase, estão quase todos começados, aguardando minha atenção para que a leitura flua até o fim. Mais outros trocentos me esperam dentro do IPad. São romances em geral, aqueles livros para ler nas horas de folga, quem sabe à noite, antes de dormir. Mais outra leva me aguarda para ser relida na estante. Ontem mesmo descobri que tenho uma biografia de Paul Gauguin, pintor sobre o qual estive em um almoço Clio recentemente. E que me apaixonei, imaginem por quem? Pela sua vó! Definida por ele como "Uma mulher das arábias". Procurem pela história de Flora Tristan e vejam se não era em tudo uma mulher fascinante! 

ESCREVER - Para quem não sabe, além do ARQUITETANDO IDEIAS, mantenho ainda o Elenara Elegante com dedos de prosa e poesia, os blogs da Família Stein (ainda privado) e da Família Leitão. E estou tentada a tentar publicar um ebook com algumas poesias que escrevi uma oficina de versos que fiz em 2015 (e foi uma das coisas mais bacanas que participei nos últimos tempos. E que me rendeu, além do aprendizado, o conhecimento de algumas das mulheres mais fantásticas que já cruzei). Escrever sempre me foi um ato simples e prazeroso. Hoje está um pouco mais complicado. Minha cabeça e inspiração já não respondem como antes e preciso de um pouco mais de disciplina para produzir. O que me leva à outra alternativa....

MEDITAR - Dizem que um dos exercícios mais completos e necessários à mente humana. Mas meditar, nesse momento em particular, em que nada flui, é também um exercício de muita disciplina. Justo o que me falta. Tenho no notebook um arquivo (gentilmente cedido por uma grande amigo - obrigada Wagner) com músicas para meditação. E além dos vários livros sobre o assunto na estante, o livro Orange com as técnicas de meditação de Bhagwan Shree Rajneesh (aquele cara que se tornou o OSHO que eu critico um monte de coisas e adoro outras) está na minha frente. Esperando talvez que eu o assimile por osmose...

E para terminar as alternativas principais, "the last but not least" LIMPEZA, DESCARTE E ORGANIZAÇÃO : Vocês não tem noção do grau de necessidade de descarte que preciso ter em minha vida. Sou por essência uma acumuladora, já falei sobre isso AQUI, onde mostro inclusive os malefícios do ato de acumular. Eu sempre oscilei entre o normal e o quase lá, guardando mas com organização. O tão sabido: "me acho na minha bagunça"...quem nunca, né? Mas agora estou exagerando. E fico num looping entre as alternativas acima listadas. Acumulo livros que não leio porque não sei qual começar e terminar. Como não leio, a escrita padece. A mente perde o foco em qual priorizar e o tempo passa. Li um artigo no blog da amiga Sam Shiraishi sobre isso: Menos é mais – Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida. E juro que estou tentando assimilar para ver se consigo também me desvencilhar de muitas coisas, me harmonizar e até me sentir mais magra como ela descreve, entre sorrisos na sua postagem.

(Tenho um livro legal também para me auxiliar (se achar onde guardei). Chama-se Casa Terapêutica e falei sobre ele AQUI. )

FANTÁSTICO!!! Metas prontas, resta seguir e deu.


#SQN 

Não é que em mais um almoço Clio, sobre Rembrandt, eu descubro uma palavra mágica: WUNDERKAMMER



O que significa este palavrão todo??? Um quarto ou armário de curiosidades. 

Para uma acumuladora em potencial ouvir este termo, e saber que haviam espaços dedicados à eles nas casas, abre uma caixa de Pandora na mente. Obviamente nunca serei uma pessoa minimalista. Posso me organizar na minha desordem (e devo) mas minha mente sempre suspirará por ambientes como estes abaixo, todos ricos em sensações e propiciando imensas descobertas e acumulando curiosidades. Aliás, na própria definição de Wunderkammer vemos que vários blogueiros assim intitulam seus espaços virtuais, locais onde reúnem descobertas e maravilhas que lhes despertam a atenção.


Fonte

Fonte

Fonte

Fonte
Nos siga também nas redes sociais

snapchat: arqsteinleitao  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

John Lautner - um arquiteto que aliou beleza à funcionalidade

Walstrom House Gosto de pesquisar casas com um toque de aconchego e que possam servir de inspiração para futuras residências compartilhadas com amigos , e esta imagem me chamou a atenção no  pinterest . Pensamos em algo no estilo Tiny Houses , mas não descartamos ideias incríveis como as desta casa. Olhando o interior, me apaixonei e fui em busca de mais informações sobre ela e seu autor. Foi assim que descobri John Lautner .   Walstrom House - foto de Jon Buono Esta casa de madeira, batizada de Walstrom House, foi construída em 1969, em Santa Monica, na Califórnia. Seu arquiteto foi  John Lautner , um dos primeiros aprendizes de Frank Lloyd Wright, no primeiro grupo de Taliesin Fellows. Nascido em 1911, e sendo sua mãe, Catheleen Gallagher, desenhista de interiores e talentosa pintora, a teve como influência na sua opção pela arquitetura.  Sua carreira foi marcada por grandes aprendizados. Além do mestre FLW, também manteve parcerias com Samuel Reisbord, Whitney R. Smith e Douglas H

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f