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19.11.12

Nossa relação com os objetos. Acumular demais...

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Acumuladora. Eu sou uma assumida. Tenho dificuldade de colocar recordações fora. Já fiz várias coleções: postais, cartas, elefantes (os de enfeite!), miniaturas de perfumes....

Tenho um sonho recorrente em várias épocas de minha vida onde vou ter que partir, sem volta, e tenho que escolher o que levar. Isso sempre me causou angústia, era quase um pesadelo. Escolher o indispensável e deixar o acúmulo sempre me foi difícil.

Obviamente minhas casas não são minimalistas. Meus espaços refletem essa minha personalidade. As paredes são cheias, as mesas também. Mas...

E quando isso deixa de ser uma característica para virar uma patologia ? Isso tem um nome: Em inglês Hoarding (Colecionismo) é definido como "a compra compulsiva, adquirir, pesquisar e salvar de itens que têm pouco ou nenhum valor". 


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Acima vemos uma exposição que mostra o que foi encontrado em uma casa de quem sofria desse problema. A própria definição de guardar coisas consideradas sem valor para a maioria das pessoas já difere das coleções. A organização também. Lógico que para a pessoa acumuladora compulsiva os objetos tem valor. Ela necessita deles e há várias explicações (carência, pais rígidos, privação em alguma época da vida).     

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Eu já tive oportunidade de conhecer um caso desses. É inimaginável conceber que pessoas possam viver no meio do lixo. Mas nesse caso, nem esse era descartado. Foi mais ou menos como o caso dos Irmãos Collyer que foram encontrados mortos no meio de montanhas de objetos, um deles esmagado.  Portanto é bom ficar atento aos sintomas para alertar a si mesmo ou a outros que possam vir a desenvolver a patologia.

Vejam abaixo alguns comportamentos que podem indicar uma predisposição para ser um acumulador compulsivo que é uma forma de transtorno. 

  • Incapacidade de jogar fora objetos
  • Muita ansiedade ao tentar descartar itens
  • Dificuldade de organozação desses objetos (o que difere do colecionador)
  • Não saber onde colocar ou que manter 
  • Sentir vergonha ou angústia por manter esses objetos 
  • Suspeitar de que outras pessoas estejam manipulando seus objetos
  • Pensamentos obsessivos e ações: o medo de ficar sem um item ou de precisar dele no futuro
  • Verificar o lixo para procurar objetos descartados acidentalmente
  • Deficiências funcionais, incluindo a perda de espaço de vida, o isolamento social, a família ou a discórdia conjugal, dificuldades financeiras, problemas de saúde
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Muitos desses traços podem ser encontrados em quem acumula não apenas objetos. Pensem nos viciados em informação e/ou interação em redes sociais ou internet. Tudo o que passa do limite de nossa vontade e que não conseguimos administrar acaba por ser considerado um problema em nossas vidas. 

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PS: Esta postagem nasceu de uma conversa com a Samantha Shiraishi que me alertou sobre a gravidade e importância de falar sobre isso. Obrigada Sam!


Irmãos Collyer / Collyer Brothers from Alfeu França on Vimeo.

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