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Arquitetando risoto com cara de amor



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Acordei com desejo de comer risoto. E com a proximidade do dia dos namorados, pensei em testar uma receita que tinha guardado por aqui: um risoto de beterraba. 

Como assim??? Beterraba? Ora pois sim! E com direito ainda a cenoura, cebola e alho poró. E vivam os legumes que eles são saudáveis e nos dão uma energia boa. Energia aliás indispensável para encetar uma paixão irresistível.

E como toda boa comida, ela deve ser acompanhada de detalhes carinhosos que podem ser feitos de última hora e que podem encantar seu amor, mostrando que você se preocupa em ter tudo lindo ao seu redor. Ou melhor, ao redor de vocês!
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Os ingredientes são no olho. Não me culpem, aprendi a cozinhar assim e comigo funciona na base do sentimento. É como as perspectivas de antigamente, dava uma puxadinha aqui e ali para que ficasse mais parecida com o que ia no coração e intenção de projeto. E deixava as durezas realistas da vida e dos pontos de fuga um pouco para lá.
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Eu uso arroz arbóreo. Nada muito caro. Pode ser o arroz gaúcho para carreteiro também. Minha medida básica é um xícara de arroz para uma de vinho. Eu sempre uso na verdade uma caneca de louça de medida. Esta medida dá para quatro mulheres comerem (com moderação) ou duas pessoas com fome.

Comecem pelo brodo - ou o caldo de legumes. Numa panela alta (eu uso leiteira) coloquei duas beterrabas, uma cenoura, uma cebola cortada e espetada com cravo, dois dentes de alho (é opcional - tem quem não goste ou ache o gosto complicado para namorar...vá lá se saber. Por sorte meus namorados amavam alho! Pelo menos os que eu lembro) e uns pedaços de alho poró (amo!!!). Deixem ferver com um pouco de sal (usei o rosa do himalaia). O ideal é fazer bem antes, mas eu fiz uma hora antes do almoço, então ferveu por meia hora.

Panela no fogo, coei os ingredientes do brodo. Piquei a cebola e levei a fogo com azeite. O resto que sobra fica para outras comidas (sopas, saladas...). Coloquei o arroz e dei uma misturada até querer começar a pegar no fundo. É a hora do vinho branco. 

O vinho. Não uso vinho caro. Comprei um gaúcho de meia garrafa. Mas tem que ser seco. E como usei uma caneca e meia de arroz, joguei a meia garrafa dentro. (sou meio exagerada de vez em quando, mas funcionou).

Deixa o vinho cozinhar, até ficar quase seco. Quase. Aí é a fase de ir jogando o brodo coado na panela. De início coloco uma três conchas e mexo com uma colher de pau. 

Tem que ficar mexendo?????  Olha, eu gosto do ritual e sim, acho que é melhor ficar mexendo bem seguido. Aí começa o processo bacana do risoto. Tem que ficar observando e ir jogando as conchas do caldo, os poucos. É quase como uma sedução. Uma comida bacana de fazer com o namorado. Vai tomando um vinho, vendo a fumaça sair, sentindo o aroma, vai mexendo. Enquanto isso vai conversando sobre a vida, sobre os dois...Gente, isso é muito bom!

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Demora bem uns vinte minutos nesse processo. Vai provando, ajusta o sal, a pimenta (lembra que vai queijo, então tem que prever o ponto exata de salgar. Como? Sentimento. Experimentação. Um conselho: vai aos poucos que no risoto e no namoro, melhor ir devagar e sempre, que comer cru e salgado. 
Quando sentir que o arroz está cozido e antes que seque todo o caldo, apague o fogo (eu uso fogo médio para fazer o risoto). Misture com atitude e audácia, uma colher de manteiga, umas três colheres de sopa de requeijão cremoso e depois um punhado de muzarela.  

PS: Sempre melhor ralar a muzarela na hora, mas eu usei o que tinha em casa e ficou bom também.


O resultado? Um prato diferente e com cara de amor! Sirva com um bom vinho tinto (eu adoro os chilenos e argentinos) e bom apetite!

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