O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...


Oi Elenara, ótimo o seu post. A preocupação com a atividade física está aumentando e a conscientização também, apesar de ainda ter pouca campanha a respeito. Eu adoro as "academias da terceira idade que tem nas praças aqui no Rio" eu mesma muitas vezes me exercitolá enquanto a Sofia brinca no parquinho, anda de patins, de bicleta, etc. Eu sinceramente não sei como é a situação nos bairros periféricos do Rio, mas na Zona Sul tem muita opção de praças com esses equipamentos.
ResponderExcluirbeijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com
Obrigada Chris!
ResponderExcluirAqui também os equipamentos urbanos tem sido inaugurados, mas quase sempre nas zonas mais centrais. O que já é muito bom, mas torço para que essa oferta aumente nos bairros mais periféricos e consigam atender a maioria da população.
Adorei o comentário.
Beijos
Elenara