Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

O melhor ritmo para viver - Bikes

Achei esse vídeo muito interessante na web falando sobre uma viagem de bike de Buenos Aires ao Rio de Janeiro com a meta de reunir ONGs que promovem a bicicleta pelas cidades do caminho. Dois colegas, um urbanista francês (Nicolas) e um arquiteto argentino (Julian) foram o mentores do projeto que foi lançado em um site de crowdfunding . Esse pequeno documentário é parte do trabalho deles e pode dar uma ideia do que encontraram pela sua rota.  O seu convite é para que todos sejam também participante do BiciAtivismo.





idea.me/proyectos/321/elgranviajeba-rioenbici

biciactivistas@gmail.com

facebook.com / Biciactivistas
biciactivistas.com


A better PACE to live (english version) - BiciActivistas from Nicolas BiciActivistas on Vimeo.

Uma singela homenagem às duas jovens ciclistas que foram atropeladas por ônibus, e perderam a vida, essa semana passada em Porto Alegre. No mesmo dia. Que haja mais educação no trânsito, que se respeite todos os tipos de transporte. Que haja mais civilidade nas pessoas para que as cidades sejam locais de convívio e não local de medo. Ao mesmo tempo em que critico a pouca oferta de ciclovias na cidade, reconheço que existe um esforço do poder público em suprir algumas vias com elas. E cabe aos ciclistas também usa-las. Essa semana, a mesma dos atropelamentos, vi um ciclista, carregador de jornais, usar a via pública em detrimento da ciclovia ao seu lado. Só não fotografei porque estava dirigindo. Ou seja, educação para todos. Respeito pelo espaço de cada um. E prioridade sempre para quem estiver em situação mais vulnerável - pedestre, ciclista, motociclista. Dentro de um carro, ônibus, van ou caminhão estamos todos mais protegidos.

Vamos escolher o melhor ritmo para viver. E esse ritmo não precisa da pressa boba, a que ganha minutos mas pode arriscar vidas. 

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