Pular para o conteúdo principal

O melhor ritmo para viver - Bikes

Achei esse vídeo muito interessante na web falando sobre uma viagem de bike de Buenos Aires ao Rio de Janeiro com a meta de reunir ONGs que promovem a bicicleta pelas cidades do caminho. Dois colegas, um urbanista francês (Nicolas) e um arquiteto argentino (Julian) foram o mentores do projeto que foi lançado em um site de crowdfunding . Esse pequeno documentário é parte do trabalho deles e pode dar uma ideia do que encontraram pela sua rota.  O seu convite é para que todos sejam também participante do BiciAtivismo.





idea.me/proyectos/321/elgranviajeba-rioenbici

biciactivistas@gmail.com

facebook.com / Biciactivistas
biciactivistas.com


A better PACE to live (english version) - BiciActivistas from Nicolas BiciActivistas on Vimeo.

Uma singela homenagem às duas jovens ciclistas que foram atropeladas por ônibus, e perderam a vida, essa semana passada em Porto Alegre. No mesmo dia. Que haja mais educação no trânsito, que se respeite todos os tipos de transporte. Que haja mais civilidade nas pessoas para que as cidades sejam locais de convívio e não local de medo. Ao mesmo tempo em que critico a pouca oferta de ciclovias na cidade, reconheço que existe um esforço do poder público em suprir algumas vias com elas. E cabe aos ciclistas também usa-las. Essa semana, a mesma dos atropelamentos, vi um ciclista, carregador de jornais, usar a via pública em detrimento da ciclovia ao seu lado. Só não fotografei porque estava dirigindo. Ou seja, educação para todos. Respeito pelo espaço de cada um. E prioridade sempre para quem estiver em situação mais vulnerável - pedestre, ciclista, motociclista. Dentro de um carro, ônibus, van ou caminhão estamos todos mais protegidos.

Vamos escolher o melhor ritmo para viver. E esse ritmo não precisa da pressa boba, a que ganha minutos mas pode arriscar vidas. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Casa Kiah, um santuário sustentável forte e positivo com home office

Uma herança que a pandemia de 2020 nos lega é uma maior consciência com os nossos espaços residenciais. Fomos obrigados a conviver full time em nossas casas, as usando como local de trabalho e não apenas como dormitórios. Isso fez com que o olhar se tornasse muito agudo para as necessidades e as deficiências a corrigir. Não a toa o boom de reformas e mudanças daqueles que podem se dar a este luxo no período após muitos meses isolados. Eu mesma tenho escrito menos no blog e isso é consequência direta de toda a gama de emoções que afloraram neste período onde portas se fecham e janelas se abrem .  Por isso achei interessante como assunto de volta, trazer esta casa australiana que contempla exatamente essa necessidade de focar em espaços de qualidade em uma casa de campo. Um casal, seus três gatos e a vontade de um "santuário forte e positivo" que incluiu, na reforma da residência, um dormitório que fosse mais que um local de dormir e um espaço para trabalhar com conforto e aleg

Transparência e estrutura em madeira na nova loja da Apple na Tailândia

Uma grande árvore em madeira cercada por um fechamento em vidro é a aparência da maior loja da Apple na Tailândia. Projetada pelo renomado estúdio de  Foster + Partners  foi inaugurada em julho de 2020, em plena pandemia. Batizada de Apple Central World, a loja tem um diâmetro de 25 metros e sua forma foi gerada por uma curva de Bezier 360 °, uma curva paramétrica usada em computação gráfica. Veja AQUI mais detalhes de como foi feito. Todos sabemos que a Apple segue o conceito de se diferenciar em inovação e as suas lojas representam esse modo de se posicionar no mercado. Na nova loja asiática são usados 1461 perfis de carvalho branco europeu no revestimento da coluna de suporte do telhado.  A aparência interna é de um grande tronco que sustenta a copa de madeira em balaço. Uma escada de aço inoxidável serve de conexão para os andares. O prédio tem um fechamento totalmente envidraçado o que permite a visão da cidade e a transparência externa para quem vê o prédio que se mostra e convi

Refúgio que caiba nos sonhos

“Aonde fica a saída?", Perguntou Alice ao gato que ria. ”Depende”, respondeu o gato. ”De quê?”, replicou Alice; ”Depende de para onde você quer ir...” Alice no país das maravilhas - Lewis Carroll Refúgio mais que nunca necessário em tempos de doenças de fora e de dentro. Tanto para compreender, tanto para administrar, talvez em poucos tempos dos últimos, se viveu com tantos senões. Talvez explique a vontade ou a desvontade de fazer e acontecer. Arquiteturar é paixão como poucas coisas que me aconteceram na vida. Arquiteturar refúgios talvez seja premente. Repensar espaços de com viver. De metragens não se precisa muito. O suficiente para caber sonhos e poucas necessidades materiais. Livros, poucas roupas, uma adega para vinhos e muito espaço para sonhar e criar. Se for um pouco acima do solo, tanto melhor. Nunca se sabe quando a natureza pode nos brindar em serpentes ou enchentes. Um cantinho para ler, comer e tomar café, parando de quando em vez , para olhar as nuvens que formam

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos.  Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana  e talvez tenha vindo em função das b