Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que não confesso ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista.
ResponderExcluirNa sociedade capitalista, o trabalho é a causa de toda a degenerescência intelectual, de toda a deformação orgânica.
(Paul Lafargue em "O direito à preguiça")..
É isso mesmo, Elenara... o ócio e a preguiça são fundamentais ao desenvolvimento intelectual e à criatividade...um direito a ser conquistado! Beijos e curta bastante seus domingos!
Eu trabalhei em vendas por 6 anos aos Domingos.
ResponderExcluirConfesso que é estressante e desanimador principalmente quando não se pode ficar junto à família em datas tão caras como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais.
Uma Linda Semana!
Beijos
Detalhe:
ResponderExcluirEu não ganhava Extra.
Trabalhava de Terça a Domingo inclusive aos feriados.
ResponderExcluirNão havia rodízio porque era a única vendedora.
Nos últimos anos eu pedia mais folgas porque era merecedora.
Imagino que tenha sido um sacrifício para Purificação
:)
Passou!
Sobre o tempo livre, a sociedade do entretenimento e tudo o mais, tenho muito a dizer. Mas a preguiça (e outros compromissos um tanto urgentes) vão fazer com que Theodore Adorno fale por mim: http://www.arasite.org/adftime.htm
ResponderExcluirLi este texto há algum tempo e ele compraz uma interpretação interessante acerca do tempo livre. Faz pensar. O que sempre é bom.