O quanto as cidades são seguras para mulheres?
Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais. Isso não é sensação isolada. Se per...

Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho. Homens cegos e limitados, quiseram ser mais sábios do que o seu Deus; homens fracos e desprezíveis, quiseram reabilitar aquilo que o seu Deus amaldiçoara. Eu, que não confesso ser cristão, economista e moralista, recuso admitir os seus juízos como os do seu Deus; recuso admitir os sermões da sua moral religiosa, econômica, livre-pensadora, face às terríveis conseqüências do trabalho na sociedade capitalista.
ResponderExcluirNa sociedade capitalista, o trabalho é a causa de toda a degenerescência intelectual, de toda a deformação orgânica.
(Paul Lafargue em "O direito à preguiça")..
É isso mesmo, Elenara... o ócio e a preguiça são fundamentais ao desenvolvimento intelectual e à criatividade...um direito a ser conquistado! Beijos e curta bastante seus domingos!
Eu trabalhei em vendas por 6 anos aos Domingos.
ResponderExcluirConfesso que é estressante e desanimador principalmente quando não se pode ficar junto à família em datas tão caras como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais.
Uma Linda Semana!
Beijos
Detalhe:
ResponderExcluirEu não ganhava Extra.
Trabalhava de Terça a Domingo inclusive aos feriados.
ResponderExcluirNão havia rodízio porque era a única vendedora.
Nos últimos anos eu pedia mais folgas porque era merecedora.
Imagino que tenha sido um sacrifício para Purificação
:)
Passou!
Sobre o tempo livre, a sociedade do entretenimento e tudo o mais, tenho muito a dizer. Mas a preguiça (e outros compromissos um tanto urgentes) vão fazer com que Theodore Adorno fale por mim: http://www.arasite.org/adftime.htm
ResponderExcluirLi este texto há algum tempo e ele compraz uma interpretação interessante acerca do tempo livre. Faz pensar. O que sempre é bom.