MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Escola biofílica para estimular a saúde e o aprendizado


Convivo com a Arquitetura desde 1974, quando entrei no vestibular na UnB, e como arquiteta desde 1982 quando me formei na UFRGS. Aprendi várias coisas na vida acadêmica e outras tantas na prática profissional. E ainda me surpreendo como se consegue ser criativo em achar nomes para práticas tão antigas e de bom senso.
A última foi um termo bacana chamado de Biofilia. Li um artigo sobre uma escola na Holanda, projetada pelo estúdio ORGA que usa princípios biofílicos para estimular a sinergia das crianças com o aprendizado e fomentar saúde e concentração.
Mas o que seria exatamente a biofilia? 
A definição seria "amor à vida; instinto de preservação, de conservação". É obvio que se nos debruçarmos para a vida urbana que construímos nas últimas décadas principalmente, vamos entender porque o apelo ao resgate de "elementos do mundo natural" faz muito sentido. O uso de materiais naturais e o uso da correta insolação, aproveitando a luminosidade natural fazem com que nossas reações aos prédios sejam mais saudáveis.
Saudável, porque materiais naturais e de base biológica, calor e umidade regulam e também não contêm substâncias tóxicas. Além disso, os padrões e texturas em materiais naturais estão ligados pela natureza à natureza. Por exemplo, a madeira tem benefícios visuais e táteis: um interior de madeira parece quente e relaxado, mas também o convida a tocá-lo. O material ativa os sentidos e estimula a percepção, principalmente quando combinado com formas orgânicas. Isso dá à sala um efeito calmante, reduz o estresse e diminui a freqüência cardíaca.(site ORGA)

O contato com a natureza torna nossa capacidade de aprendizagem mais aguçada, pois permite uma relação equilibrada com o meio ambiente, fomentando também a busca, a descoberta e as interações sociais. Lembro que estudei nos primeiros prédios provisórios da UnB, com salas de aula que davam para jardins e a experiência era fascinante. Me lembra um pouco as histórias que lia sobre filósofos gregos que falavam com discípulos sob as árvores.   

A escola em questão usa madeira, tijolos de barro, telhados verdes, captura água da chuva para o sistema de descarga de vasos sanitários. A ventilação é natural e permite uma temperatura ambiente amena. Os materiais utilizados podem ser reaproveitados ou absorvidos pela natureza em caso de descontinuidade da escola.


Imagens: ORGA

Leia também: Espaços escolares para novos tempos
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