Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Escola biofílica para estimular a saúde e o aprendizado


Convivo com a Arquitetura desde 1974, quando entrei no vestibular na UnB, e como arquiteta desde 1982 quando me formei na UFRGS. Aprendi várias coisas na vida acadêmica e outras tantas na prática profissional. E ainda me surpreendo como se consegue ser criativo em achar nomes para práticas tão antigas e de bom senso.
A última foi um termo bacana chamado de Biofilia. Li um artigo sobre uma escola na Holanda, projetada pelo estúdio ORGA que usa princípios biofílicos para estimular a sinergia das crianças com o aprendizado e fomentar saúde e concentração.
Mas o que seria exatamente a biofilia? 
A definição seria "amor à vida; instinto de preservação, de conservação". É obvio que se nos debruçarmos para a vida urbana que construímos nas últimas décadas principalmente, vamos entender porque o apelo ao resgate de "elementos do mundo natural" faz muito sentido. O uso de materiais naturais e o uso da correta insolação, aproveitando a luminosidade natural fazem com que nossas reações aos prédios sejam mais saudáveis.
Saudável, porque materiais naturais e de base biológica, calor e umidade regulam e também não contêm substâncias tóxicas. Além disso, os padrões e texturas em materiais naturais estão ligados pela natureza à natureza. Por exemplo, a madeira tem benefícios visuais e táteis: um interior de madeira parece quente e relaxado, mas também o convida a tocá-lo. O material ativa os sentidos e estimula a percepção, principalmente quando combinado com formas orgânicas. Isso dá à sala um efeito calmante, reduz o estresse e diminui a freqüência cardíaca.(site ORGA)

O contato com a natureza torna nossa capacidade de aprendizagem mais aguçada, pois permite uma relação equilibrada com o meio ambiente, fomentando também a busca, a descoberta e as interações sociais. Lembro que estudei nos primeiros prédios provisórios da UnB, com salas de aula que davam para jardins e a experiência era fascinante. Me lembra um pouco as histórias que lia sobre filósofos gregos que falavam com discípulos sob as árvores.   

A escola em questão usa madeira, tijolos de barro, telhados verdes, captura água da chuva para o sistema de descarga de vasos sanitários. A ventilação é natural e permite uma temperatura ambiente amena. Os materiais utilizados podem ser reaproveitados ou absorvidos pela natureza em caso de descontinuidade da escola.


Imagens: ORGA

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