Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Restrições e regras no afazer arquitetônico


Restrições são nos impostas desde que vemos a luz da vida na hora do parto. Sair do bem bom do útero materno, cheio de regalias e cair na vida real significa assumir responsabilidades por nos manter vivos. Seja ao respirar pela primeira vez, seja ao aprender a conviver em sociedade. Seja ao exercer nossas profissões. Com a Arquitetura isso não é diferente. Ao contrário.

Já me perguntaram como se dá o meu processo de projeto e sempre respondo que um passo muito importante é a análise dos condicionantes. As restrições fazem com que eu consiga formatar melhor o problema que, de outra forma, poderia se tornar muito vasto em soluções.

Ao reler o livro Palavra de Arquiteto  separei três frases sobre regras e restrições. Como todo posicionamento humano, são contraditórias e nos trazem visões bem diferentes sobre o mesmo tema. Enquanto alguns apreciam, como eu, algumas regras que fazem com que se foque mais nas soluções, outros já as enxergam como inibidoras da criatividade.



Há regras para definir quem um, quem outro? Não creio. O bonito da criatividade é justamente que, para cada pergunta, existem milhares de respostas, cada uma com a sua certeza e a visão de mundo de seu criador.

Em um mundo em que as possibilidades aumentam exponencialmente, com a ajuda da tecnologia que, não apenas nos coloca em contato com o mundo em instantes, mas nos oferece ferramentas para tornar real os sonhos mais inquietantes, nada mais natural que as diferenças se façam mais visíveis. E que haja cada vez menos certezas e verdades absolutas.  

Tendo a concordar com Renzo Piano. No início da frase. E discordar do final. Não vejo absolutamente problemas em criar as próprias regras, desde que não se queira impo-las com força aos outros.

Saber conviver com as regras. Saber quais e quando podem ser rompidas faz parte da evolução natural das coisas. O mundo precisa de uma ordem. Mas absolutamente não carece de que as regras sejam rígidas e imutáveis.

Assim é com a Arquitetura. Rica porque em contínua mudança. Perene porque se atém às regras de segurança e equilíbrio. Humana quando atende ao bem estar das pessoas. Sublime quando consegue transcender o que se espera dela. 



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