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Mostrando postagens com o rótulo processo de criação

Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

O medo e a delícia de ter ideias próprias

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Nascemos criativos. Ou pelo menos com capacidade de pensar e criar nossas próprias maneiras de fazer algo, de deixar nossa marca no mundo. Nem todos nascem com um talento como um Da Vinci, mas com certeza temos a sensibilidade de ver, sentir, se emocionar. E fazer algo com isso. Porquê então o medo de criar que muitos de nós ainda tem? Seja para fazer obras de arte, escrever, tirar fotos ou simplesmente ir além do obvio na vida ?  Passei o fim de semana lendo um livro clássico da literatura infantil chamado A fada que tinha ideias. Escrito por Fernanda Lopes de Almeida durante os anos da ditadura militar, este livro é uma fábula sobre a liberdade de criação e a capacidade inventiva que existe dentro de cada ser humano.  "No fundo de todo ser humano existe um poeta, um pintor, um bailarino, um artista, alguém que brinca de modelagem com a realidade. Que está aí para isso mesmo." (F ernanda Lopes de Almeida) Por coincidência recebi um comentário no blog, na postagem onde cito ...

Restrições e regras no afazer arquitetônico

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Restrições são nos impostas desde que vemos a luz da vida na hora do parto. Sair do bem bom do útero materno, cheio de regalias e cair na vida real significa assumir responsabilidades por nos manter vivos. Seja ao respirar pela primeira vez, seja ao aprender a conviver em sociedade. Seja ao exercer nossas profissões. Com a Arquitetura isso não é diferente. Ao contrário. Já me perguntaram como se dá o meu processo de projeto  e sempre respondo que um passo muito importante é a análise dos condicionantes. As restrições fazem com que eu consiga formatar melhor o problema que, de outra forma, poderia se tornar muito vasto em soluções. Ao reler o livro Palavra de Arquiteto   separei três frases sobre regras e restrições. Como todo posicionamento humano, são contraditórias e nos trazem visões bem diferentes sobre o mesmo tema. Enquanto alguns apreciam, como eu, algumas regras que fazem com que se foque mais nas soluções, outros já as enxergam como inibidoras da criativid...

História ilustrada de um projeto e obra - Clínica de Fisioterapia

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Gosto das etapas de projetos. No começo um desafio. Uma sala nova. Apenas intenções.  Um espaço vazio encerra tantas possibilidades! Pouco menos de 30 m2 para uma clínica de fisioterapia estética. Mãos e mente à obra! A inspiração. Como surge? Do programa, da análise de fluxos, dos materiais e mão de obra que disponho. É um emaranhado de condicionantes que fervilham como ingredientes de uma receita. Vão sendo moldados, há uma troca entre arquiteta e cliente. Sugestões de espaços, aproveitamento de móveis, propostas de cores. O processo até a solução que será executada é muito rico e gostoso.  Solução encontrada, hora de detalhar. Há que se adequar a infra estrutura. As águas tem que correr das torneiras dispostas nas salas de fisio. As luzes tem que iluminar, tomadas novas para aparelhos que vão tornar pessoas mais belas tem que funcionar. Tudo tem que ser pensado para que a obra corra tranquila. E a clínica seja funcional. E que esteja dentro do orçamento dis...

Uma Arquitetura mais humana. Será novidade?

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Eu milito na Arquitetura já faz algum tempo. Tinha dezessete anos quando fiz vestibular em 1974(!). De lá para cá nunca abandonei o afazer arquitetônico. E nunca consegui enxergar a Arquitetura como um produto de uma mão só. Ou seja, como a concepção miraculosa de uma mente brilhante: o/a Arquiteto/a. Para mim sempre foi obvio que a Arquitetura ou é feita para o ser humano ou é escultura . E quando falo para mim, obviamente também me refiro à inúmeros colegas que pensam e a praticam assim. Mas não somos ingênuos para não saber que existem campos de atuação em que isso não acontece. E existem profissionais que impõem modelos e práticas. Mas foi com uma certa surpresa que li um artigo no jornal (impresso) dominical. Sim, eu leio jornal de papel. E sim, o artigo estava nos classificados. Mas tinha um título bombástico que me pegou: Olhar mais humano na hora de construir Oba!!! Acordaram, pensei. E me veio à memória uma apresentação em um congresso no início do século XXI (ano 20...

Arquitetando Ideias - pílulas mentais arquitetônicas

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Sabe aqueles dias em que falta criatividade? Em que parece que tudo já foi dito - e melhor - em algum lugar da imensa nuvem de informações que nos circunda? E não é apenas um branco , daqueles que dá uma hora, a gente descansa e passa. Não. É um vazio que vem e se instala, feito posseiro. Algum tempo atrás, séculos talvez, li que um dos sinais da saúde era a criatividade. E tem muito de lógica. Um dos sinais de que a mente/corpo necessitam de reparos é a falta dela. Nas menores coisas. E nas maiores como pesquisar, achar coisas interessantes para compartilhar e transformar essas impressões em um texto que motive outras pessoas a descobrirem também assuntos interessantes e assim girar a roda da curiosidade.   Assuntos não faltam.  Por exemplo: tenho lido nas listas de Arquitetura tantos estudantes pedindo opinião sobre os seus projetos, mostrando apenas uma fachada, uma perspectiva. Me pego pensando que não, Arquitetura não é desenho . Arquitetura não é planta. Arqu...

10 maneiras de expandir o REPERTÓRIO - Passos do processo de criação

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Sempre que pensamos no trabalho do arquiteto lembramos de profissionais voltados a encontrar soluções super criativos para os problemas de espaço, sejam externos, internos ou urbanos. Volumetrias, bolações em estruturas, móveis e espaços que se encaixam e alegram os olhos. Mas e de onde vem a inspiração para criar tudo isso? Processo de Criação Embora profissionais que lidam com a estética como um dos valores fundamentais, o trabalho em arquitetura é bem mais que isso. E o ato de criar é um processo nem sempre fácil. Requer talento sim, mas além dele exige suor. Muito suor. (Leia mais sobre isso em Arquiteto - artista e/ou técnico ) Existem alguns passos para aprimorar a criação. Vou falar de um deles - fundamental. Chama-se REPERTÓRIO . Cada profissional vai criando uma bagagem de conhecimentos que vai consolidar o seu trabalho e ser responsável pela sua diferenciação. Mas e como se constrói o repertório próprio? Vou listar alguns meios abaixo. 1) Experiências pessoais ...