Café Alta Política- Metamorfose da Vida
No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade.
O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre.
Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana.
A partir dessa experiência, trouxe uma reflexão sobre um Brasil que envelhece rapidamente sem ter alcançado a riqueza necessária para garantir as mesmas condições de envelhecimento para todos. Falei também sobre a importância de preservar a identidade e a autonomia das pessoas depois dos 60 anos, evitando os rótulos que transformam uma população diversa em um grupo uniforme.
Um dos pontos centrais da fala foram os cinco investimentos que considero fundamentais para uma vida mais longa com autonomia: físico, emocional, financeiro, social e cidadão. Cada um deles depende de escolhas feitas ao longo da vida e interfere diretamente nas possibilidades que teremos mais adiante.
Como arquiteta, também sempre chamo a atenção para a relação entre ambiente e autonomia. Uma casa pode prevenir quedas e favorecer a permanência da pessoa em seu próprio espaço. Uma calçada malcuidadada pode produzir o efeito contrário, restringindo a circulação, favorecendo o isolamento e reduzindo a participação na vida da cidade.
Minha fala passou ainda pela segurança das mulheres nos espaços públicos, pela necessidade de políticas públicas voltadas à longevidade e pelo combate ao idadismo, incluindo a infantilização das pessoas mais velhas e o descarte de profissionais experientes pelo mercado de trabalho.
Ao longo da conversa, mostrei como a borboleta aparece como imagem das transformações que acompanham a vida. A ideia central permanece: envelhecer significa continuar sendo sujeito da própria história, com voz, escolhas, desejos e capacidade de contribuir em todas as idades.
A partir dessa experiência, trouxe uma reflexão sobre um Brasil que envelhece rapidamente sem ter alcançado a riqueza necessária para garantir as mesmas condições de envelhecimento para todos. Falei também sobre a importância de preservar a identidade e a autonomia das pessoas depois dos 60 anos, evitando os rótulos que transformam uma população diversa em um grupo uniforme.
Um dos pontos centrais da fala foram os cinco investimentos que considero fundamentais para uma vida mais longa com autonomia: físico, emocional, financeiro, social e cidadão. Cada um deles depende de escolhas feitas ao longo da vida e interfere diretamente nas possibilidades que teremos mais adiante.
Como arquiteta, também sempre chamo a atenção para a relação entre ambiente e autonomia. Uma casa pode prevenir quedas e favorecer a permanência da pessoa em seu próprio espaço. Uma calçada malcuidadada pode produzir o efeito contrário, restringindo a circulação, favorecendo o isolamento e reduzindo a participação na vida da cidade.
Minha fala passou ainda pela segurança das mulheres nos espaços públicos, pela necessidade de políticas públicas voltadas à longevidade e pelo combate ao idadismo, incluindo a infantilização das pessoas mais velhas e o descarte de profissionais experientes pelo mercado de trabalho.
Ao longo da conversa, mostrei como a borboleta aparece como imagem das transformações que acompanham a vida. A ideia central permanece: envelhecer significa continuar sendo sujeito da própria história, com voz, escolhas, desejos e capacidade de contribuir em todas as idades.



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