MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Como você projeta ?


Estou relendo o livro Das coisas nascem coisas de Bruno Murari (lembrança feliz do LD Paulo Oliveira ). É um livro que fala sobre metodologia de projeto. E uma coisa é básica em qualquer método que se use para conceber um produto, um espaço, uma ideia. Conhecer. Esmiuçar. Ir na âmago da questão (essa eu tirei do fundo bau).

Sabe o artista que vai interpretar um papel. Ele faz laboratório (ou deveria fazer). Ele aprende o que o personagem faz, ele procura viver no meio de gente que faz o que o personagem faz. E quanto mais ele souber como o personagem age, mais perfeito vai ficar a sua atuação. Conhecer e estudar também faz parte do talento. Lógico que quem tem mais talento talvez possa dar uma resposta mais genial, mais criativa, mais sublime, mas talento sem estudo e aprofundamento também pode produzir coisas que não tenham lá muita utilidade prática...

Pois projetar espaços, micro ou macro, e/ou objeto que vão compor esses espaços exige muito conhecimento. Uma das grandes lições que tive na escola de Arquitetura foi com os meus erros. Normalmente eles são grandes professores porque marcam a gente. Me lembro de duas coisas que projetei mal prá caramba em um projeto da graduação: lavanderia e estacionamento. E na ocasião eu passava longe de um tanque e não sabia dirigir. Aliás foi bem essa pergunta que um professor me fez: Tu não dirige não é mesmo? E nunca me esqueci disso. Para projetar algo tem que se saber como esse algo funciona. Simples ? Nem sempre. Nem sempre temos tempo para aprofundar o tanto que se precisa. Nem sempre entendemos que a nossa experiência de espaço é a mesma do cliente. As vezes corremos o risco de tentar partir para a solução sem esmiuçar o problema e sem analisar todas as suas variantes. E levar em conta os famosos condicionantes. Que são exatamente aquilo que te limita. Orientação solar, tipos  de material disponíveis  orçamento do cliente, plano diretor, códigos de obra, da Anvisa, normas técnicas e mais uma gama de coisas que todo bom projetista sabe que tem que levar em conta e nem sempre o cliente está a par. Mas para isso mesmo que nos contratou, não é verdade ?

Para mim o projeto parte muito dessas etapas: conhecimento e condicionantes. E o bolo da cereja, a diferença da solução parte do que chamo de bagagem. Bagagem é o que acumulei de experiência, erros e acertos, coisas que vejo e pesquiso, viagens, livros, revistas, internet, conversas, anos de prática profissional e personalidade própria (minha maneira de ver e conceber o mundo). E por isso cada profissional tem a sua resposta, o seu custo e o seu valor de honorários. 

E você, como concebe seus projetos ?   

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