Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Olhar! Abrir a visão


O olhar do fotógrafo, o que diferencia um clique comum de uma imagem que conta uma história, que congela um momento, que cria poesia em forma emoldurada. Joel Meyerowitz, artista americano, nos leva por uma viagem por várias fotos de fotógrafos famosos, assinalando em cada uma o que representa. Um livro que mostra como cada profissional transforma um momento em uma obra significativa. Este o que nos mostra o livro Olhar, descobrindo a fotografia.

Um dia antes de ler o livro, tinha visto um programa na tv a cabo sobre um concurso de fotos com o parecer dos fotógrafos profissionais. Acompanhar primeiro as decisões de cada participante sobre o mesmo tema e cenário, ver como cada um escolheu como clicar. E depois ver o resultado pelo olhar técnico foi absolutamente fascinante. 

Fotografar é muito mais que apenas apertar um botão. É muito mais que dominar técnicas de luz e maquinários. É o olhar de quem clica que faz a diferença na criação.

Objetos comuns podem ser apenas objetos comuns. Ou podem conter um mundo de experiências a descobrir. O cotidiano que se descortina aos nossos olhos e pode ser visto de muitas maneiras diferentes. Depende da luz, da composição, se conta ou não uma história, se eterniza um momento.

O que você percebe reflete a maneira como o mundo fala com você, e somente com você. Você pode ou não ter a capacidade de mudar o mundo, mas o mundo certamente pode mudar você. Joel Meyerowitz

Sempre gostei de fotografar e sempre admirei quem domina a técnica de como o fazer com maestria. Mas ultimamente tenho me debruçado na fotografia como um exercício de visão diferenciada do mundo, uma extensão do afazer criativo. E conhecer a mente de mestres da fotografia me traz uma enorme percepção de como funcionam os mecanismos de abrir a visão para novos olhares.

Não esquecendo que além dos toques sobre as fotos, a diagramação do livro é um instigante meio de despertar a compreensão sobre o design e a arte, através de uma forma absolutamente encantadora e poética. 


Olhar, descobrindo a fotografia

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