Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Arquitetando ideias para o Halloween



Terminando outubro e já arquitetando maneiras de exorcizar os fantasmas naquela festa que tem tradição celta, passou ao novo mundo como foi chamado a América, mais especificamente aos Estados Unidos da América do Norte. Não esquecendo que o México também tem uma tradição grande na sua festa dos mortos.
O Halloween traz em si uma interessante maneira de brincar com algo que nos aterroriza: a finitude. A morte e tudo o que tem de mistérios e temores. Também a vida no que tem de mágica e celebração de mistérios. Lembrando que não somos unitários. Nem santos nem pecadores, todos temos em nós nossos monstros que tanto podem nos paralisar nos temores que trazem, como podem nos impulsionar no enfrentamento.
Um dia dedicado então aos mistérios que cada pessoa traz em si. E usando de simbolismos que, brincando, nos remetem aos seus valores originais: entre eles serpentes, símbolos tanto das pestilenciais sibilinas, mas também símbolo da renovação e ressureição. A caveira que mostra o fim de todos nós. Os fantasmas, tanto os internos como os que representam os espíritos dos que se foram. A abóbora que segundo li rapidamente vem de uma lenda celta da festa de Samhain. Na Irlanda usavam nabos acesos para relembrar um cara que teria morrido e era tão coisa ruim que foi barrado no céu e no inferno e passa a eternidade com os tais nabos acesos para iluminar sua alma. Na América as abóboras eram mais abundantes e por isso as usamos hoje nas festinhas do dia das bruxas.
Então seguem algumas ideias de como brincar com tudo aquilo que esteja muito sombrio na vida. O humor é arma de resistência, e das mais poderosas. Que nunca esqueçamos disso.
Das mais sofisticadas e assustadoras às mais fofas, algumas bem prosaicas, o que vale é lembrar que humanos somos, nascemos para sobreviver sim, mas também para pensar e refletir sobre a vida. Que haja sempre espaço para brincadeiras e poesias.


















Fonte das fotos: Halloween

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