O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Arquitetando ideias para o Halloween



Terminando outubro e já arquitetando maneiras de exorcizar os fantasmas naquela festa que tem tradição celta, passou ao novo mundo como foi chamado a América, mais especificamente aos Estados Unidos da América do Norte. Não esquecendo que o México também tem uma tradição grande na sua festa dos mortos.
O Halloween traz em si uma interessante maneira de brincar com algo que nos aterroriza: a finitude. A morte e tudo o que tem de mistérios e temores. Também a vida no que tem de mágica e celebração de mistérios. Lembrando que não somos unitários. Nem santos nem pecadores, todos temos em nós nossos monstros que tanto podem nos paralisar nos temores que trazem, como podem nos impulsionar no enfrentamento.
Um dia dedicado então aos mistérios que cada pessoa traz em si. E usando de simbolismos que, brincando, nos remetem aos seus valores originais: entre eles serpentes, símbolos tanto das pestilenciais sibilinas, mas também símbolo da renovação e ressureição. A caveira que mostra o fim de todos nós. Os fantasmas, tanto os internos como os que representam os espíritos dos que se foram. A abóbora que segundo li rapidamente vem de uma lenda celta da festa de Samhain. Na Irlanda usavam nabos acesos para relembrar um cara que teria morrido e era tão coisa ruim que foi barrado no céu e no inferno e passa a eternidade com os tais nabos acesos para iluminar sua alma. Na América as abóboras eram mais abundantes e por isso as usamos hoje nas festinhas do dia das bruxas.
Então seguem algumas ideias de como brincar com tudo aquilo que esteja muito sombrio na vida. O humor é arma de resistência, e das mais poderosas. Que nunca esqueçamos disso.
Das mais sofisticadas e assustadoras às mais fofas, algumas bem prosaicas, o que vale é lembrar que humanos somos, nascemos para sobreviver sim, mas também para pensar e refletir sobre a vida. Que haja sempre espaço para brincadeiras e poesias.


















Fonte das fotos: Halloween

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