Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Libeskind falando por 17 palavras de Arquitetura

Estamos acostumados a julgar a obra de arquitetos pelos olhos. Olhamos seus projetos, sejam desenhos, maquetes eletrônicas ou mesmo fotos quando já estão prontos. Visualizamos os espaços que criaram e eles falam ao nosso senso estético que é muito baseado na visão.

Mas e quando os percebemos por palavras? Quando eles falam de 17 palavras que inspiram a Arquitetura e sentimos suas obras e suas almas expondo suas visões.

É o exercício que me permiti ao ouvir o vídeo onde Daniel Libeskind compartilha algumas palavras (e ele o faz em uma contraposição muito interessante com os opostos) e nos mostra a sua essência ao criar. Podem não concordar com a sua posição, podem até não gostar de suas obras, não é o fundamental. O foco é sentir a paixão e como as palavras podem expressar todo um afazer arquitetônico nos mostrando que Arquitetura se faz de todos os sentidos, mas principalmente de conteúdo e posicionamento.

Expo Milão 2015: Pavilhão de Vanke / Daniel Libeskind, © Hufton+Crow
Linbeskind nos fala de fascinação, de como a arquitetura é feita de otimismo já que aponta soluções de futuro e mudanças. É feita de expressividade com espaços que falam, não apenas são visíveis, mas que ajudam a transpor o abismo da história ao criar algo que  nunca foi feito antes (e aqui juro que me lembrei dos tripulantes da Enterprise e senti um novo apelo arquitetônico. Não riam, foi real...)
Ground Zero - Sketches
 A arquitetura é radical e política pois confronta ideias existentes para criar novas vidas e novas opções.

Ground Zero

Enfim, mais que glorificar a arquitetura de Daniel Libeskind e suas obras, gostei de ouvir seu discurso e experienciar todas as possibilidades da arquitetura falada.
...........................


Gostou? Compartilhe em suas redes sociais Nos siga também nos outros canais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Calungas, a representação da escala nos desenhos