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Mostrando postagens com o rótulo TED

Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Leonardo da Vinci e o foco no que se faz

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Leonardo, aquele rapaz de Vinci na Itália que se tornou célebre pela Mona Lisa e pelo homem vitruviano, entre outras coisinhas que criou e projetou em sua vida. Obviamente que estou sendo levemente irônica ao fazer esta descrição de uma pessoa que pode ser considerado um gênio ou um grande construtor de si mesmo, já que autodidata e profundo pesquisador das coisas que despertavam seu interesse. E não é que, participante de mais um instigante almoço Clio , me dou conta que pouco sabia de sua história?     O único livro que tinha sobre ele era de uma coleção sobre homens que mudaram o modo de pensar da humanidade. Não lembro quando eu comprei nem onde porque, ao contrário da maioria dos meus livros, não sublinhei nada e não coloquei datas. Mas as páginas meio caídas do livro revelam que li e reli bastante. Por que entre Einstein, Chaplin, Freud, Picasso, Buda, Marx, Nietzsche, Gandhi, Darwin, Maquiavel e Jung que lhe faziam companhia na coleção, escolhi justo ele? ...

Uma linguagem universal onde todos somos fluentes. E você talvez nunca tenha se dado conta disso

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Nesse nosso mundo de Babel com distâncias virtuais curtas e acesso físico facilitado (se você tem dinheiro e não é refugiado), a comunicação direta e rápida é um atrativo instantâneo. Saber várias línguas ajuda bastante, ter um tradutor simultâneo (sempre lembro de Star Trek e do seu tradutor universal...) mas e se eu te dissesse que sim, existe uma linguagem de alcance poderoso onde todos somos fluentes? Tudo bem, confesso, eu também nunca me tinha dado conta até escutar esse TED Talk onde o ilustrador Christoph Niemann falou sobre ela.

Libeskind falando por 17 palavras de Arquitetura

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Estamos acostumados a julgar a obra de arquitetos pelos olhos. Olhamos seus projetos, sejam desenhos, maquetes eletrônicas ou mesmo fotos quando já estão prontos. Visualizamos os espaços que criaram e eles falam ao nosso senso estético que é muito baseado na visão. Mas e quando os percebemos por palavras? Quando eles falam de 17 palavras que inspiram a Arquitetura e sentimos suas obras e suas almas expondo suas visões. É o exercício que me permiti ao ouvir o vídeo onde Daniel Libeskind compartilha algumas palavras (e ele o faz em uma contraposição muito interessante com os opostos) e nos mostra a sua essência ao criar. Podem não concordar com a sua posição, podem até não gostar de suas obras, não é o fundamental. O foco é sentir a paixão e como as palavras podem expressar todo um afazer arquitetônico nos mostrando que Arquitetura se faz de todos os sentidos, mas principalmente de conteúdo e posicionamento. Expo Milão 2015: Pavilhão de Vanke / Daniel Libeskind, © Huft...

Arquitetura que cura

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Muitos são os que se apaixonam pela arquitetura, inclusive esta que vos escreve. Prédios simbolicamente grandiosos, espaços que envolvem e encantam, projetos que resolvem situações e são esteticamente belos.  Mas a Arquitetura é bem mais que isso. Envolve uma relação de sintonia que pode curar almas. E mais que isso, pode trazer esperança, curar pessoas e resgatar dignidade para populações. E é esse lado da Arquitetura que mais me seduz. "A questão não é o que é o custo de arquitetura, mas qual é o custo de não ter arquitetura."    Paul Farmer, fundador do Partners In Health Esses dias assisti uma palestra TED (que está abaixo) com  Michael Murphy   que é arquiteto e co-fundador da MASS Design Group . Esse grupo faz um trabalho lindo que tem como objetivo " projetar edifícios inovadoras que melhorem a vida das pessoas de maneiras mensuráveis ."  Com a colaboração das comunidades eles ajudam na criação e execução de ambientes que promovam a saúde e di...

Forma segue a ficção (ou as histórias dos usuários e executantes)

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Talvez a Arquitetura tenha ficado em uma vertente muito ligada à forma e que acabou por formar uma noção um pouco diferente do que a arquitetura e os espaços representam para a vida das pessoas. Afinal, antes de tudo, edifícios se destinam às pessoas e suas histórias.  É o que vemos nesse  TED Talk  de 2015 em Londres, onde o arquiteto Ole Scheeren  conta como os estilos de vida e os hábitos culturais da região nortearam vários de seus projetos, em uma visão mais humana da função.  Fonte fonte fonte

Arquitetura que cresce - tecnologia e biologia

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Fonte Unir tecnologia e biologia. Arquitetura e design cada vez mais se aproximando do mundo biológico. É o que nos mostra a designer e arquiteta Neri Oxman em uma emocionada fala em um encontro TED. Veja o vídeo abaixo.  Roupas, objetos, cadeiras, arquitetura. Uma nova maneira de conceber a criação. Já não em partes isoladas e componíveis, mas como um processo em crescimento.   Fonte Já tinha falado dessas possibilidades quando postei sobre os materiais inovadores que estão em estudo, muitos se espelhando na biomimética . Um exemplo é o SILK PAVILHÃO que uniu o trabalho dos arquitetos e dos bichos da seda. Veja como AQUI . Fonte G ostou? Tem alguma sugestão?  Comenta e conta para a gente a sua opinião.  Nos siga também nas redes sociais   Twitter   Flipboard   Facebook   Instagram   Pinterest   snapchat: arqsteinleitao

O desafio de prover água para nossas cidades

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Água. Simples, pura, cristalina. As civilizações cresceram ao redor de rios, a abundância de água sempre fez a diferença para fartas colheitas, criação de cidades e comunidades asseadas (isso estou lendo no livro "Tudo sobre a casa" na parte dos banheiros). Mas como vencer hoje o desafio, cada vez mais premente, de prover água para nossas grandes cidades? É o que vemos nesse TED com o engenheiro David Sedlak , autor do livro " Water 4.0 ".      Fonte Segundo Sedlak, apesar de nossa civilização ter gasto muito dinheiro para dotar nossos centros urbanos de água, vemos que muitas delas se encontram ameaçadas de racionamento por diversos motivos. Aqui no Brasil tivemos o exemplo dramático de nossa maior metrópole, São Paulo e arredores, com uma grave crise de abastecimento de seus recursos hídricos. Aquilo que parecia uma pesadelo, se tornou real para muitas pessoas aqui mesmo no Brasil. Abrir a torneira e não sair uma gota....  Como então enfrentar esse des...

Uma Arquitetura mais humana. Será novidade?

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Eu milito na Arquitetura já faz algum tempo. Tinha dezessete anos quando fiz vestibular em 1974(!). De lá para cá nunca abandonei o afazer arquitetônico. E nunca consegui enxergar a Arquitetura como um produto de uma mão só. Ou seja, como a concepção miraculosa de uma mente brilhante: o/a Arquiteto/a. Para mim sempre foi obvio que a Arquitetura ou é feita para o ser humano ou é escultura . E quando falo para mim, obviamente também me refiro à inúmeros colegas que pensam e a praticam assim. Mas não somos ingênuos para não saber que existem campos de atuação em que isso não acontece. E existem profissionais que impõem modelos e práticas. Mas foi com uma certa surpresa que li um artigo no jornal (impresso) dominical. Sim, eu leio jornal de papel. E sim, o artigo estava nos classificados. Mas tinha um título bombástico que me pegou: Olhar mais humano na hora de construir Oba!!! Acordaram, pensei. E me veio à memória uma apresentação em um congresso no início do século XXI (ano 20...

O sucesso no combate ao desmatamento e as mudanças climáticas globais

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Mapa que mostra as principais florestas no mundo vistas do espaço através do satélite Icesat. ( Foto: Nasa ) Uma interessante conversa com Tasso Azevedo , fundador da ONG Imaflora e primeiro diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro em 2003. Ele nos fala de como ajudou a reduzir a taxa de desmatamento na floresta amazônica em 75% e nos mostra cinco ideias que podemos seguir. E sugere ainda uma atitude ousada se quisermos ter sucesso em uma sistemática de mudança climática a nível global.  Difícil? Sim, principalmente porque exige uma mudança de atitude de todos nós. Necessário? Quem hoje sofre com ondas de calor e nevascas sem precedentes, e com o risco de colapsos hídricos e energéticos, deveria pelo menos pensar com carinho a respeito. Twitter: @arqsteinleitao Flipboard: Revista ARQUITETANDO IDEIAS Facebook : https://www.facebook.com/ElenaraLeitao Instagram:   http://instagram.com/arqsteinleitao Pinterest: https://br.pinterest.com/arqstein...

Usando os germes para projetar - arquitetura saudável

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Como assim? Usando os germes para projetar? Entendi bem? Sim, é nessa palestra TED que Jessica Green nos fala que podemos usar "bons germes" para fazer edifícios mais saudáveis. Segundo ela, como tudo está coberto por ecossistemas repletos de bactérias, fungos e vírus, devemos pensar em como usar esses microrganismos a nosso favor através do estudo de como interagem com o nosso modo de vida. "É realmente possível planejar ecossistemas de microrganismos? E acredito que a resposta seja sim ."  Ela mostra como já fazemos isso através de um estudo que realizou no Complexo Empresarial Lillis na Universidade do Oregon, onde coletou amostras de pó. Desse pó chegou a como esses ecossistemas se espalham nos espaços e como são diferentes entre si, dependendo de como funcionam os sistemas de ventilação e a circulação e concentração de pessoas. Uma conclusão da equipe é que "as salas deste edifício são como ilhas em um arquipélago e isso quer dizer que os engenheir...

Aprender a pensar - a magia de Fibonacci

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Estudar matemática não apenas para aprender a contar, mas para aprender a pensar!   Fiquei fascinada pela apresentação do Arthur Benjamim falando sobre a mágica que é a matemática no mundo e usando como exemplo a fantástica sequência Fibonacci . A Arquitetura, como ciência exata que também é, usa as proporções matemáticas para gerar harmonia e beleza. Vemos muitos exemplos em prédios, em design e em móveis.  Mas o que mas me fascinou na apresentação do matemático foi a maneira apaixonada como apresentou, fazendo com que a sequência fibonacci se torne algo não hermético, não complexo e de difícil entendimento, não algo entediante e assustador como costuma ser incutido na mente da gente desde criança, que matemática é um bicho assustador. E sim como uma linda charada, um jogo fascinante de descobertas e de raciocínio lógico.   Aprender a pensar. Função de mestre.

Porque a luz precisa da escuridão

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Plataforma Arq Brilhante explicação sobre a relação luz/escuridão na Arquitetura, esse vídeo de um TED holandês nos traz o arquiteto de iluminação (ou lighting designer, se preferirem) Rogier van der Heide falando sobre como essa delicada relação luz/escuridão necessita ser compreendida e respeitada para nosso conforto.  Museu Da Luz - Francisco Nogueira Através de exemplos de prédios clássicos e modernos, vemos como a natureza nos brinda com esse espetáculo diariamente e como a Arquitetura deve ser pensada de forma a nos brindar com ele. Arquotidiano Vivemos tão cercados de luzes artificiais que as vezes perdemos a noção de dia e noite. E com essa perda, vai-se também muito de nosso equilíbrio reagente à natureza. Eu, que costumo dormir com persianas abertas, nunca tenho problemas com mudanças de horário e nunca preciso de despertador. O sol, a claridade me acordam naturalmente.  Quem nunca sentiu a sensação fantástica de passar por um túnel escuro e ...

Arte é perder a cabeça

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Tem desses dias em que a gente se permite ao ócio . Ou quase se permite. Li uma vez que um dos sintomas da saúde é a criatividade . Quando se é criativo, seja lá como se exprima essa criação, é sinal de que nossa parte saudável está latente.  Me pego pensando que nesses dias em que tanta informação está a nossa disposição, mais se torna necessária essa válvula de escape, essa capacidade de perder a cabeça e criar, ser artista de nossas inquietações, deixar sair nossa latente necessidade de compor, de cantar, de desenhar, de escrever, de atuar, de ser artista em algo que nos satisfaça. Sem necessidade de lucrar com isso, não é trabalho, apenas prazer. E fazer algo que não renda nada parece as vezes meio inútil nessa nossa sociedade de objetivos definidos e acirrada competição.  E a graça de brincar ? Onde fica? Muitas das grandes invenções nasceram de grandes brincadeiras. Tudo bem que depois elas foram buriladas , foram trabalhadas, mas o insight, o estalo, o...

Banho sem água - veja como

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Fonte Em várias regiões do planeta a água é um bem raro. Foi pensando nesse desafio que o estudante sul-africano Ludwick Marishane enfrentou o desafio que um amigo lhe fez em forma de quase brincadeira de como seria bom alguém inventar algo que, usado sobre a pele, substituísse o banho com água. E ele, como toda pessoa que faz diferença, se perguntou e por que não? Pesquisou e viu que mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso adequado à água e saneamento, sendo que 450 milhões estão na África, e 5 milhões na África do Sul. Imaginem os problemas de saúde que decorrem disso. E a solução é simples. Uma boa higiene, lavar as mãos, rosto e corpo podem ajudar a diminuir várias doenças. Graves. Ou seja, muita gente pode viver e melhor se dispuser de um meio de limpeza em condições precárias de saneamento. Para quem vai ao banheiro e abre a torneira e a água jorra, parece meio simples. Mas não é. É revolucionário e fundamental para a vida e sobrevivência de milhões de pess...

3 histórias de Arquitetura

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Pier Chicago Fonte Já tinha falado aqui do jovem arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels e de como as suas ideias são interessantes e criativas. Nada melhor do que ouvi-lo falar sobre três propostas e de como elas foram concebidas.

Horta na janela - como fazer

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Fonte Que tal fazer uma horta na janela de sua casa ou apartamento ? E unir sua experiência à de várias pessoas ao redor do mundo ? Pois se una à rede Our Windowfarms e seja feliz, além de ajudar o meio ambiente de sua cidade. Veja a palestra de Britta Riley e saiba mais sobre como fazer isso. Leia mais sobre como fazer uma horta em casa

Construir verde é moleza ?

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Construir verde. Tomar decisões que não afetem a sobrevivência de nosso planeta e nossa espécie. Não agravar o problema. Essas são inquietações que os clientes cada vez mais trazem aos escritórios dos arquitetos e esses tomam suas decisões de projeto levando em conta vários condicionantes que, imaginam ser os mais corretos. Seriam mesmo ? Vejam como uma nerd, Catherine Mohr, nos fala de maneira muito divertida das angústias de construir uma casa verde e de quais escolhas mais importam nas decisões tomadas e que nem sempre são as que imaginamos que sejam as mais certas. 

Cultivando suas roupas

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Vi esse video via Facebook e fiquei fascinada pelas suas potencialidades. Nessa palestra TED a designer Suzanne Lee nos fala de seus experimentos em cultivar um material baseado no chá que pode ser usado como tecido ou couro vegetal para o fabrico de roupas. Ela nos mostra o processo, como ele pode ser usado e nos fala honestamente de sua pequena falha...ainda. Não é impermeável, ou seja, ainda absorve muita água....mas os usos num futuro  próximo são muito instigantes. http://www.biocouture.co.uk/ Foi durante a pesquisa para o seu livro "Formando o Futuro: as roupas de amanhã, que surgiu o conceito de BioCouture . Investigando a utilização de micróbios faz nascer um material que é orgânico e pode ser aproveitado para a moda. Ou quem sabe, revestimentos ?  O que começou como um projeto de moda já evoluiu para um projeto de biomateriais. E as possibilidades estão apenas começando. "Eu também estou criando novas bactérias-celulose amostras compostas olhand...