O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Banho sem água - veja como

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Em várias regiões do planeta a água é um bem raro. Foi pensando nesse desafio que o estudante sul-africano Ludwick Marishane enfrentou o desafio que um amigo lhe fez em forma de quase brincadeira de como seria bom alguém inventar algo que, usado sobre a pele, substituísse o banho com água. E ele, como toda pessoa que faz diferença, se perguntou e por que não?

Pesquisou e viu que mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso adequado à água e saneamento, sendo que 450 milhões estão na África, e 5 milhões na África do Sul. Imaginem os problemas de saúde que decorrem disso. E a solução é simples. Uma boa higiene, lavar as mãos, rosto e corpo podem ajudar a diminuir várias doenças. Graves. Ou seja, muita gente pode viver e melhor se dispuser de um meio de limpeza em condições precárias de saneamento. Para quem vai ao banheiro e abre a torneira e a água jorra, parece meio simples. Mas não é. É revolucionário e fundamental para a vida e sobrevivência de milhões de pessoas.

Foi nessa realidade que o jovem estudante se lançou à pesquisa usando um celular (!). Pesquisou na Wikipedia, no Google, procurou por tudo que pudesse ser solução para o seu problema. Ou seja, fez ciência usando um celular. E sabendo o que fazer de bom com ele.


Alguns anos se passaram, e nem tantos assim e ele já tem a patente da fórmula da loção que substitui o banho, a DryBath, que já está no mercado.

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Algumas lições práticas que ele aprendeu para vender produtos em comunidades mais carentes: vender os produtos sob demanda, ou seja vender o produto em saquinhos ou embalagens menores e mais baratas.

E a grande descoberta dita em suas próprias palavras:

 "Enfim, descobrimos que poderia salvar 80 litros de água em média a cada vez que evitasse um banho, e que salvou duas horas por dia para crianças em áreas rurais, 2 horas de escolaridade, 2 horas para lição de casa, duas horas mais simples de ser crianças."

Outra dica preciosa do Dr. Silvio Lewgoy.

Comentários

  1. Muito legal! Nossa, a história é sensacional, assim como a iniciativa do rapaz, a vontade dele de fazer acontecer, a possibilidade que surge por meio do produto que ele desenvolveu. Tudo muito legal!
    Precisamos de mais gente assim no mundo.
    Um beijo e feliz Natal :)

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  2. Impressionante! Há muita esperança no homem.

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