A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Banho sem água - veja como

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Em várias regiões do planeta a água é um bem raro. Foi pensando nesse desafio que o estudante sul-africano Ludwick Marishane enfrentou o desafio que um amigo lhe fez em forma de quase brincadeira de como seria bom alguém inventar algo que, usado sobre a pele, substituísse o banho com água. E ele, como toda pessoa que faz diferença, se perguntou e por que não?

Pesquisou e viu que mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso adequado à água e saneamento, sendo que 450 milhões estão na África, e 5 milhões na África do Sul. Imaginem os problemas de saúde que decorrem disso. E a solução é simples. Uma boa higiene, lavar as mãos, rosto e corpo podem ajudar a diminuir várias doenças. Graves. Ou seja, muita gente pode viver e melhor se dispuser de um meio de limpeza em condições precárias de saneamento. Para quem vai ao banheiro e abre a torneira e a água jorra, parece meio simples. Mas não é. É revolucionário e fundamental para a vida e sobrevivência de milhões de pessoas.

Foi nessa realidade que o jovem estudante se lançou à pesquisa usando um celular (!). Pesquisou na Wikipedia, no Google, procurou por tudo que pudesse ser solução para o seu problema. Ou seja, fez ciência usando um celular. E sabendo o que fazer de bom com ele.


Alguns anos se passaram, e nem tantos assim e ele já tem a patente da fórmula da loção que substitui o banho, a DryBath, que já está no mercado.

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Algumas lições práticas que ele aprendeu para vender produtos em comunidades mais carentes: vender os produtos sob demanda, ou seja vender o produto em saquinhos ou embalagens menores e mais baratas.

E a grande descoberta dita em suas próprias palavras:

 "Enfim, descobrimos que poderia salvar 80 litros de água em média a cada vez que evitasse um banho, e que salvou duas horas por dia para crianças em áreas rurais, 2 horas de escolaridade, 2 horas para lição de casa, duas horas mais simples de ser crianças."

Outra dica preciosa do Dr. Silvio Lewgoy.

Comentários

  1. Muito legal! Nossa, a história é sensacional, assim como a iniciativa do rapaz, a vontade dele de fazer acontecer, a possibilidade que surge por meio do produto que ele desenvolveu. Tudo muito legal!
    Precisamos de mais gente assim no mundo.
    Um beijo e feliz Natal :)

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  2. Impressionante! Há muita esperança no homem.

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