O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Banho sem água - veja como

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Em várias regiões do planeta a água é um bem raro. Foi pensando nesse desafio que o estudante sul-africano Ludwick Marishane enfrentou o desafio que um amigo lhe fez em forma de quase brincadeira de como seria bom alguém inventar algo que, usado sobre a pele, substituísse o banho com água. E ele, como toda pessoa que faz diferença, se perguntou e por que não?

Pesquisou e viu que mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso adequado à água e saneamento, sendo que 450 milhões estão na África, e 5 milhões na África do Sul. Imaginem os problemas de saúde que decorrem disso. E a solução é simples. Uma boa higiene, lavar as mãos, rosto e corpo podem ajudar a diminuir várias doenças. Graves. Ou seja, muita gente pode viver e melhor se dispuser de um meio de limpeza em condições precárias de saneamento. Para quem vai ao banheiro e abre a torneira e a água jorra, parece meio simples. Mas não é. É revolucionário e fundamental para a vida e sobrevivência de milhões de pessoas.

Foi nessa realidade que o jovem estudante se lançou à pesquisa usando um celular (!). Pesquisou na Wikipedia, no Google, procurou por tudo que pudesse ser solução para o seu problema. Ou seja, fez ciência usando um celular. E sabendo o que fazer de bom com ele.


Alguns anos se passaram, e nem tantos assim e ele já tem a patente da fórmula da loção que substitui o banho, a DryBath, que já está no mercado.

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Algumas lições práticas que ele aprendeu para vender produtos em comunidades mais carentes: vender os produtos sob demanda, ou seja vender o produto em saquinhos ou embalagens menores e mais baratas.

E a grande descoberta dita em suas próprias palavras:

 "Enfim, descobrimos que poderia salvar 80 litros de água em média a cada vez que evitasse um banho, e que salvou duas horas por dia para crianças em áreas rurais, 2 horas de escolaridade, 2 horas para lição de casa, duas horas mais simples de ser crianças."

Outra dica preciosa do Dr. Silvio Lewgoy.

Comentários

  1. Muito legal! Nossa, a história é sensacional, assim como a iniciativa do rapaz, a vontade dele de fazer acontecer, a possibilidade que surge por meio do produto que ele desenvolveu. Tudo muito legal!
    Precisamos de mais gente assim no mundo.
    Um beijo e feliz Natal :)

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  2. Impressionante! Há muita esperança no homem.

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