Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Uma linguagem universal onde todos somos fluentes. E você talvez nunca tenha se dado conta disso

Nesse nosso mundo de Babel com distâncias virtuais curtas e acesso físico facilitado (se você tem dinheiro e não é refugiado), a comunicação direta e rápida é um atrativo instantâneo. Saber várias línguas ajuda bastante, ter um tradutor simultâneo (sempre lembro de Star Trek e do seu tradutor universal...) mas e se eu te dissesse que sim, existe uma linguagem de alcance poderoso onde todos somos fluentes?

Tudo bem, confesso, eu também nunca me tinha dado conta até escutar esse TED Talk onde o ilustrador Christoph Niemann falou sobre ela.



Já captou qual é??? 

A poderosa linguagem das imagens!!!

Imagine-se chegando em um aeroporto na China. Sem interprete e digamos que não existam traduções para o inglês. E deu uma dor de barriga??? Vai dizer que o pictograma de banheiro não é a imagem mais maravilhosa que você já teria visto na vida???

Então vemos que as imagens comunicam de maneira rápida e eficiente. E sim, nos despertam emoções sem palavras ou letras!
Para atingir essa comunicação artistas e profissionais do design pensam muito porque toda a simplicidade de um traço passa por muita pesquisa, aprofundamento e necessitam conhecer a bagagem cultural e vocabulário de um povo, de uma época, de um local para atingir aquele momento de encontro que vai fazer o usuário sentir a imagem dentro de si. Isso faz a diferença entre um risco e uma imagem que desperta empatia. Aí se estabelece a magia.

Na Arquitetura o processo não difere muito. Talvez o produto criado não precise ser tão sucinto, mas a imagem deve falar por si para criar essa interação com o cliente, que seja capaz de faze-lo enxergar dentro dele o espaço que será construído.

Em tempos de tecnologia 3D, com possantes equipamentos que fazem as pessoas entrarem em ambientes que será reais no futuro, essa magia do dialogo criativo entre arquiteto e cliente se faz mais fácil. Mas até que isso se torne realidade para todos, e talvez seja uma utopia para um futuro mais distante, o saber se expressar por imagens é um potencial diferenciador estratégico. 



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