Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Forma segue a ficção (ou as histórias dos usuários e executantes)

Talvez a Arquitetura tenha ficado em uma vertente muito ligada à forma e que acabou por formar uma noção um pouco diferente do que a arquitetura e os espaços representam para a vida das pessoas. Afinal, antes de tudo, edifícios se destinam às pessoas e suas histórias. 

É o que vemos nesse TED Talk de 2015 em Londres, onde o arquiteto Ole Scheeren conta como os estilos de vida e os hábitos culturais da região nortearam vários de seus projetos, em uma visão mais humana da função. 

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