Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Usando os germes para projetar - arquitetura saudável

Como assim? Usando os germes para projetar? Entendi bem? Sim, é nessa palestra TED que Jessica Green nos fala que podemos usar "bons germes" para fazer edifícios mais saudáveis.

Segundo ela, como tudo está coberto por ecossistemas repletos de bactérias, fungos e vírus, devemos pensar em como usar esses microrganismos a nosso favor através do estudo de como interagem com o nosso modo de vida.

"É realmente possível planejar ecossistemas de microrganismos? E acredito que a resposta seja sim." 


Ela mostra como já fazemos isso através de um estudo que realizou no Complexo Empresarial Lillis na Universidade do Oregon, onde coletou amostras de pó. Desse pó chegou a como esses ecossistemas se espalham nos espaços e como são diferentes entre si, dependendo de como funcionam os sistemas de ventilação e a circulação e concentração de pessoas. Uma conclusão da equipe é que "as salas deste edifício são como ilhas em um arquipélago e isso quer dizer que os engenheiros mecânicos são como engenheiros ecológicos e têm a habilidade de estruturar biomas neste edifício do jeito que querem."

Em suma, propôs uma abordagem consciente para o projeto, que ela chama de design bioinformado e que seja usado para criar edifícios mais saudáveis e bem mais inteligentes que os usuais.


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