4 de jun de 2018

Garimpar e pesquisar para se inspirar

Recomeços tem dessas magias de carregar simbolismos.

Por isso curtimos tanto o fim de ano. Significa uma virada de páginas e uma abertura de novas possibilidades. Mas espera um pouco...estamos em junho, metade do ano e falando em fim? Simbolismos. Convenções. Nada nos impede de usar o espírito de lá para iniciar nosso novo semestre aqui e agora.

Uma das coisas que costumo fazer para me renovar quando me sinto exausta é dar um tempo. Especialmente ao cérebro. 

Leio mais que falo. Observo mais que ajo. Me deixo levar mais que planejo. É o meu método. 



Algumas das leituras me chamaram a atenção neste fim de semana de garimpagens e vou compartilhar aqui com vocês:


Uma sala de leituras que ocupa o espaço de uma vaga de carro
Projeto de uma arquiteta mexicana, Fernanda Canales, o conceito me chamou a atenção pela simplicidade dos materiais utilizados o que facilita a sua execução em comunidades mais carentes. E o simbolismo de marcar um símbolo icônico de nossa época, o carro, na forma de sua necessidade básica (além do combustível), o lugar onde pode ser guardado, para guardar outras formas de meios de viagens, as da mente, que são os livros. E como Arquitetura se exprime também em imagens, coloco abaixo algumas do projeto que vi no link lá de cima. As fotos são de Jaime Navarro.
 Acima um dos módulos duplos e com dois pavimentos já instalado em uma praça. E abaixo o módulo simples.
Outro artigo que me chamou a atenção e confesso a vocês que ainda não tenho posição definida é se os escritórios abertos seriam sexistas. Li AQUI

As plantas abertas foram uma tendência em termos de espaços comerciais de escritórios e já li que muitas pessoas sentiam necessidade de privacidade e/ou customização de suas mesas e estações de trabalho. Mas é a primeira vez que penso se eles favoreceriam o sexismo em ambientes de trabalho. Para mim ele existe em qualquer ambiente. Mas o artigo é complementado com opiniões de leitores que dizem que sim, os escritórios abertos são terríveis para as mulheres.  

Particularmente concordo mais com a opinião dessa leitora que reproduzo abaixo: 
“Isso acontece em todos os lugares - em escritórios abertos, em escritórios fechados, na rua, na academia, no ônibus. Em toda parte. Independentemente do formato das paredes, as mulheres devem sentir-se como se pertencessem. ” - Lauren T.

Mas outras opiniões dizem que a falta de privacidade torna a ansiedade pior. E é um dado que me deixa com uma pulga atrás da orelha para pensar mais sobre isso. E vocês o que acham?

Como converter sua parede em uma imensa tela de toque 

Um amigo enviou o link e eu já tinha lido a respeito em outro site. A ideia é usar uma tinta condutora de baixo custo para criar uma grade eletrodos. Simples e barato. E transforma as superfícies de sua casa em imensas telas de toque que podem comandar praticamente tudo. Uma ideia fascinante já que também li também que o uso maciço de smartphones está "acabando com o planeta" mais rápido do que supúnhamos. Leia AQUI

Sempre que leio sobre essas casas tão automatizadas me lembro de Ray Bradbury em Crônicas Marcianas


E dentre as crônicas uma sempre me impressionou, mesmo antes do boom da automação: Chegarão Chuvas Suaves. É a história de uma casa totalmente automatizada, tecnologicamente preparada para o conforto de seus habitantes, customizada para preparar seu banho na temperatura exata, tocar suas musicas prediletas e fazer suas comidas preferidas. Mas isso numa Terra em que o holocausto nuclear dizimou as pessoas...e a casa mantém sua rotina inútil até que um desastre faz com que tudo entre em pane e apenas dela sobre um parede que repete sem parar a data: 5 de agosto de 2026... (Elenara Leitão)

E para terminar uma manchete polêmica sobre o fim da filosofia em um jornal me levou a pesquisar mais sobre o entrevistado e cheguei a outra visão sobre ele em outro artigo onde ele coloca uma visão interessante sobre como seria uma boa ciência e como fazer boas pesquisas:

Segundo o imunologista português Antonio Coutinho um de seus mestres, Niels Kaj Jerne (Nobel de medicina de 1984) tinha uma definição para uma boa ciência que passava por três regras: 

Primeira: a primeira é que é preciso saber o que você quer saber. Se essa pergunta nasce dentro do pesquisador, se lhe importa de verdade, a pesquisa sairá com conteúdo.

Segunda: pensar na sua questão o tempo todo. Isso significa que o pesquisador deve ter um foco concentrado na sua questão.

Terceira: Depois depois de um resultado encontrado (ou não), é preciso encontrar a continuação mais perspicaz. Ou seja, aberta a questão, a busca continua....

Continuo então a minha. Há que passar pelos vários estágios em todas as questões da vida. Seja pessoal, seja profissional.

Pensem nisso

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