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Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Garimpar e pesquisar para se inspirar

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Recomeços tem dessas magias de carregar simbolismos. Por isso curtimos tanto o fim de ano. Significa uma virada de páginas e uma abertura de novas possibilidades. Mas espera um pouco...estamos em junho, metade do ano e falando em fim? Simbolismos. Convenções. Nada nos impede de usar o espírito de lá para iniciar nosso novo semestre aqui e agora. Uma das coisas que costumo fazer para me renovar quando me sinto exausta é dar um tempo. Especialmente ao cérebro.  Leio mais que falo. Observo mais que ajo. Me deixo levar mais que planejo. É o meu método.  Algumas das leituras me chamaram a atenção neste fim de semana de garimpagens e vou compartilhar aqui com vocês: