A cidade que envelhece com dignidade
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...












GENTE, PELO AMOR DE DEUS!!! Como querer camuflar uma casa com vidros espelhados que refletem o exterior, ou seja, que vai dar às aves a impressão de que o meio ambiente continua. Como uma ave vai ver que há uma barreira física ali. É um verdadeiro assassinato. Uma insanidade. Terão que criar barreiras visuais para essas aves em toda a casa (de 5 em 5 cm), em todo o lugar que estão usando vidros (transparentes ou reflexivos/espelhados). Triste ver que o humano se presta a criar tal artefato sem pensar nas outras formas de
ResponderExcluirvida.
Patrícia, é verdade. Várias de nossas intervenções na natureza acabam por prejudicar e até matar outras formas de vida. A comida é um exemplo. Prédios muito altos, outro. Há que se ter bom senso para estudar o meio ambiente e propor alternativas que minimizem os danos. Mas há que se lembrar que a própria natureza é feita de "assassinatos" e agressões entre espécies. Abraços e super obrigada pelo comentário tão sensível.
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