Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...












GENTE, PELO AMOR DE DEUS!!! Como querer camuflar uma casa com vidros espelhados que refletem o exterior, ou seja, que vai dar às aves a impressão de que o meio ambiente continua. Como uma ave vai ver que há uma barreira física ali. É um verdadeiro assassinato. Uma insanidade. Terão que criar barreiras visuais para essas aves em toda a casa (de 5 em 5 cm), em todo o lugar que estão usando vidros (transparentes ou reflexivos/espelhados). Triste ver que o humano se presta a criar tal artefato sem pensar nas outras formas de
ResponderExcluirvida.
Patrícia, é verdade. Várias de nossas intervenções na natureza acabam por prejudicar e até matar outras formas de vida. A comida é um exemplo. Prédios muito altos, outro. Há que se ter bom senso para estudar o meio ambiente e propor alternativas que minimizem os danos. Mas há que se lembrar que a própria natureza é feita de "assassinatos" e agressões entre espécies. Abraços e super obrigada pelo comentário tão sensível.
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