Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Camuflando a casa na floresta

Uma casa de vidros, com uma visão magnifica da natureza como se dela fizesse parte. E para isso se camufla de espelhos fazendo com que dela pouco se enxergue. Mas o que se vê já compensa todo o projeto.

Quando vi este projeto de Tatiana Bilbao Estudio na Yatzer me apaixonei. Um perfeito refúgio em uma encosta mexicana onde juro que moraria eternamente.  




Na verdade a casa é feita de três volumes separados que abrigam diferentes funções. Cada prédio é feito com diferentes materiais: vidro, terra e madeira.




O volume com espelhos no exterior tem o formato de uma casa tradicional, dessas de desenhos de crianças. Um volume com os telhados definidos que, não fosse o revestimento externo, seria considerada normal. Mas o espelho faz com que ela se confunda com o ambiente, apenas se revelando quando seu interior é aberto.

E que interior!


 Os quartos feitos com terra batida e tijolos de argila também se conformam com o ambiente externo de maneira harmônica, trazendo para o conjunto uma atmosfera que propicia ao relaxamento e desfrute de bons momentos.



  •  Veja AQUI outras usando espelho como revestimento.


Mas e os pássaros????

Sim, fico pensando que além da estética temos que pensar no custo ambiental de nossas intervenções arquitetônicas. Existem alguns produtos como o vidro que evita a colisão de pássaros, estudos foram feitos como o de Liana Cézar Barros, da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP, chamado a ‘Morte de pássaros por colisão com vidraças’ (fonte), uso de adesivos, cortinas e até ângulos diferenciados para que os pássaros possam se orientar quanto às barreiras.

Fotos de Rory Gardiner

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Comentários

  1. GENTE, PELO AMOR DE DEUS!!! Como querer camuflar uma casa com vidros espelhados que refletem o exterior, ou seja, que vai dar às aves a impressão de que o meio ambiente continua. Como uma ave vai ver que há uma barreira física ali. É um verdadeiro assassinato. Uma insanidade. Terão que criar barreiras visuais para essas aves em toda a casa (de 5 em 5 cm), em todo o lugar que estão usando vidros (transparentes ou reflexivos/espelhados). Triste ver que o humano se presta a criar tal artefato sem pensar nas outras formas de
    vida.

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    Respostas
    1. Patrícia, é verdade. Várias de nossas intervenções na natureza acabam por prejudicar e até matar outras formas de vida. A comida é um exemplo. Prédios muito altos, outro. Há que se ter bom senso para estudar o meio ambiente e propor alternativas que minimizem os danos. Mas há que se lembrar que a própria natureza é feita de "assassinatos" e agressões entre espécies. Abraços e super obrigada pelo comentário tão sensível.

      Excluir

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