Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Interiores da BeFunky nasce do logo

Remodelar a sede de um desenvolvedor de aplicativos para área de edição de imagens como a BeFunky teve, para a equipe do FIELDWORK Design & Architecture, inspiração no logotipo da empresa que retrata a abertura de uma câmera fotográfica.

Vários elementos do projeto de interiores saíram da transformação desse logo e formam uma linguagem que remete à atividade chave da empresa: criação.

Os projetos de interiores desse tipo de atividades pedem espaços nada convencionais, que sejam altamente inspiradores e permitam a troca de ideias entre os funcionários. 

BeFunky Office
Os materiais usados foram a madeira, especialmente o carvalho branco que remete à preferência do cliente por mobiliário com esse tipo de material. Mas ao mesmo tempo que lembra referências afetivas, ele é tratado de forma contemporânea, funcional e aconchegante, criando ambientes que não são datados (outra exigência de projeto).

O azul, uma cor que incentiva a criatividade, foi usado como contraponto à predominância da madeira. 

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 O local, um grande galpão, recebe piso de cimento e tem as instalações de climatização aparentes.  
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 As estações de trabalho foram projetadas pelo escritório com uma sutil divisória que preserva o trabalho individual, mas permite a troca. O verde foi parte preponderante, com vários espaços para plantas, o que sempre é bastante saudável em um local de trabalho.
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 Elementos em madeira cujo desenho foi originado do logo da empresa permitem a divisão dos espaços, garantindo a sua visão e luminosidade.
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 Um detalhe mais próximo das divisórias em vidro e madeira que delimitam salas de reunião.
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 Detalhe sutil do corrimão embutido na madeira. Sutil e belo.
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Planta baixa e cortes do projeto. E abaixo como se deu o processo de transformação do logo nas formas que foram usadas no projeto. 

Os projetos corporativos são um desafio interessante. Devem ser altamente funcionais, duráveis e saudáveis. Ao mesmo tempo em que refletem os propósitos e espírito da empresa. 
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