Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Upcycle House - novo projeto sobre as ruínas da antiga casa

Vocês não tem aqueles dias em que dá vontade de fazer tudo de novo? Eu tenho - e na verdade estou no meio de um deles. Mas a gente para e pensa que também não dá para jogar fora o que se acumulou de experiências e vida, não é verdade? E se desse para fazer tudo de novo, aproveitando o que já se tem? Bacana, não é mesmo? Pois foi o que esse estúdio australiano fez. Usou os materiais e elementos de uma antiga casa para um novo projeto que batizou de
Eco-xperiment, ou como eles mesmos definem em seu site: 
Um lugar para praticar algumas abordagens experimentais para arquitetura sustentável.
O arquiteto Alexander Symes aproveitou os materiais do antigo prédio existente no terreno para dar uma nova roupagem e construir uma nova proposta. Já mostrei AQUI um exemplo semelhante de projeto feito no Paraguai. Chamamos isso de upcycle.
A diferença do upcycle para a reciclagem é que essa última usa energia para transformar algo velho em novo, enquanto o primeiro usa resíduos em fim da vida naquela função, agregando novos usos e valor. (fonte) 
Um ponto interessante é que o próprio conceito do projeto resgata a ideia de uma ruína reconstruída e nisso se difere do simples reaproveitamento de materiais usados. Segundo a fonte estudada, a filosofia de projeto para esta casa familiar de três quartos foi: "se não está quebrada, não repare e se está quebrada, conserte"

Apesar do aparente caos da forma, a casa tem preocupações com a sustentabilidade e com o correto aproveitamento da orientação solar para ajudar na economia de energia. 

O interior segue um padrão quase minimalista, em tons claros e com o uso de cores em mosaicos reciclados que quebram o branco das paredes.


Fotos: Barton Taylor

Fonte

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