Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

rEvolve - casa giratória com energia solar



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Várias equipes de pessoas estão colocando em prática uma maneira de otimizar o investimento em painéis solares. E com uma ideia obvia: Se não dá para mover o sol ao redor da casa da maneira mais conveniente, mova-se a casa para que receba maior número de raios solares.

Já mostrei aqui outros projetos, inclusive melhores em termos de arquitetura. Uma era a Casa em Movimento de uma turma do Porto, Portugal. A outra era a 359 que podia ser deslocada por força humana.

Esta casa do exemplo acima foi projetada e construída por uma equipe de estudantes da Universidade de Santa Clara. Eles usaram uma plataforma giratória para que a rEvolve possa realmente aproveitar toda a energia do sol. 

Embora não tenha ao meu ver uma proposta inovadora e tenha custado caro para um proposta de casas pequenas (U$ 61.000 para construir a casa e U$ 25.000 a plataforma (!), ganhou uma premiação universitária em casas pequenas de energia zero.

Me pareceu um projeto semelhante a um motor home onde os espaços são aproveitados com marcenaria. E os alunos ainda reaproveitaram madeira de uma quadra de basquete da universidade. 

Como experimento de aprendizado achei válido, mas não sei exatamente a viabilidade de uma proposta dessas para um uso mais intensivo. Resta-nos aproveitar a energia solar de maneira mais racional que simplesmente fazer uma casa girar...não lhes parece?


 

Fotos : Joanne H. Lee


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