O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Como móveis podem ajudar pacientes com câncer (será ?)

A chamada do artigo me fez parar e ler: puxa, que interessante proposta pensei comigo mesma. Quem já passou por hospitais sabe da necessidade de ambientes menos assépticos formalmente e mais ambientes com luz e calor que transmitam aconchego.

Projetar uma ala para pacientes com câncer, em Londres, me parecia um belo mote para um designer se debruçar e trabalhar com motivações, funcionalidade e saúde. Foi o que a designer alemã Gitta Gschwendtner pesquisou durante três anos com pacientes e equipes de saúde para criar um mobiliário que fosse atraente, propiciasse privacidade, mas também a aproximação de pessoas.

Um de seus conceitos foi criar um mobiliário que fosse estimulante. Será que conseguiu?

Leia também: Móveis em hospitais 
 A ideia da recepção em madeira como uma mesa que abrigue atendentes e paciente me parece simpática. Estar no mesmo nível e em contato com que trabalha, cuida, decide, é um fator que realmente traz mais conforto aos pacientes e familiares (e sei disso, porque já estive em várias internações para meus pais e, em situações de emergência, são bastante estressantes). 


As mesas que possibilitam reuniões e contatos entre familiares e profissionais também é uma ideia bacana. As linhas puras demais talvez para meu lado latino, atendam à uma estética germânica e/ou inglesa. Não vou entrar no mérito porque cada local deve ter seu estudo de simbolismos que vai resultar em um proposta formal. 
O uso de cores que setorizam as alas parece ser usado em vários hospitais. Já estive em alguns onde os andares eram marcados por cores diferenciadas. Há dois lados a analisar: um funcional: Marcar as áreas de recepção e procedimentos com cores marcantes como foi o caso do mobiliário dessa proposta, ajuda na localização. Por outro lado me desperta a curiosidade de como um paciente se sente nesses "bretes" com grades coloridas. Será que realmente a intenção de aconchego e proteção é conseguida? Ou pelo contrário, exacerba um desamparo com um mobiliário que não aparenta acolher como um colo? 

Arquitetura que cura

Confesso a vocês que esse projeto me traz um desconforto. Me passa uma certa frieza, uma coisa de falta de vida que um ambiente de saúde que pretenda motivar uma pessoa doente deveria ter. O que acham?

Leia também sobre um outro projeto, também na Inglaterra, onde a Arquitetura que ajuda no processo de terapia do câncer e que me parece mais 
humano.

(Via


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