Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Como móveis podem ajudar pacientes com câncer (será ?)

A chamada do artigo me fez parar e ler: puxa, que interessante proposta pensei comigo mesma. Quem já passou por hospitais sabe da necessidade de ambientes menos assépticos formalmente e mais ambientes com luz e calor que transmitam aconchego.

Projetar uma ala para pacientes com câncer, em Londres, me parecia um belo mote para um designer se debruçar e trabalhar com motivações, funcionalidade e saúde. Foi o que a designer alemã Gitta Gschwendtner pesquisou durante três anos com pacientes e equipes de saúde para criar um mobiliário que fosse atraente, propiciasse privacidade, mas também a aproximação de pessoas.

Um de seus conceitos foi criar um mobiliário que fosse estimulante. Será que conseguiu?

Leia também: Móveis em hospitais 
 A ideia da recepção em madeira como uma mesa que abrigue atendentes e paciente me parece simpática. Estar no mesmo nível e em contato com que trabalha, cuida, decide, é um fator que realmente traz mais conforto aos pacientes e familiares (e sei disso, porque já estive em várias internações para meus pais e, em situações de emergência, são bastante estressantes). 


As mesas que possibilitam reuniões e contatos entre familiares e profissionais também é uma ideia bacana. As linhas puras demais talvez para meu lado latino, atendam à uma estética germânica e/ou inglesa. Não vou entrar no mérito porque cada local deve ter seu estudo de simbolismos que vai resultar em um proposta formal. 
O uso de cores que setorizam as alas parece ser usado em vários hospitais. Já estive em alguns onde os andares eram marcados por cores diferenciadas. Há dois lados a analisar: um funcional: Marcar as áreas de recepção e procedimentos com cores marcantes como foi o caso do mobiliário dessa proposta, ajuda na localização. Por outro lado me desperta a curiosidade de como um paciente se sente nesses "bretes" com grades coloridas. Será que realmente a intenção de aconchego e proteção é conseguida? Ou pelo contrário, exacerba um desamparo com um mobiliário que não aparenta acolher como um colo? 

Arquitetura que cura

Confesso a vocês que esse projeto me traz um desconforto. Me passa uma certa frieza, uma coisa de falta de vida que um ambiente de saúde que pretenda motivar uma pessoa doente deveria ter. O que acham?

Leia também sobre um outro projeto, também na Inglaterra, onde a Arquitetura que ajuda no processo de terapia do câncer e que me parece mais 
humano.

(Via


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