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Reusando objetos na decoração

Sustentabilidade. Palavrinha que está na boca do povo e no sonho de muitos. Interessante analisar porque acabamos entrando nessa necessidade de salvar o meio ambiente. Em simples palavras porque ajudamos a acabar com ele. Ou quase. E nesse acabar entra o consumo excessivo, nossos hábitos confortáveis de vida, nossa mania de querer ter o último modelo disso ou daquilo, ou toda quinquilharia que pudermos importar (de preferência) lá bem de longe. Ao custo de muita energia....

E isso vem acontecendo em um período relativamente curto. Eu me lembro de quando o consumismo exacerbado não existia...e nem sou tão velha assim (ou pelo menos acho que não sou). 

Hoje estou meio incomodada com uma oferta de paletes por email. Novos e da Ásia. Fico pensando que o tal reúso possa estar sendo desvirtuado. Ao invés de reaproveitar (atitude reativa ao problema) estamos fazendo de conta que somos moderninhos e preocupados com o meio ambiente. Virou modinha mais que consciência? (Cá entre nós, já vi paletes em quarto de bebê...e não seria o material mais recomendável, não é verdade?)

Atitude mais correta é na verdade reduzir. Reduzir a necessidade de gastos, sejam de materiais ou energéticos. O reúso vem após, na intenção de não desperdiçar. 
A segunda prática do podium é o reúso. Obviamente, temos que valorizar muito mais o espaço já construído, reformar é sempre muitíssimo melhor que demolir. Aqui o arquiteto tem muitíssimo o que colaborar, desde o conceito e concepção do projeto. As edificações tem vida útil bem longa, e quanto maior esta for, mais sustentável será. Para promover o reúso, os espaços devem ser multiuso. Aqui temos que pensar muito além dos anseios apresentados pelo cliente...(Oscar Muller)
E aí sim, temos um belo campo para explorar objetos que seriam descartados. Os que ainda tem utilidade prática podem ser doados numa boa. Mas os que não tem, não precisam ir para o lixo. Dá para fazer uma releitura e eles podem ter uma nova vida com muitos efeitos interessantes. Vejam abaixo alguns exemplos.

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Panelas, tachos, elementos de cozinhas são objetos bem bacanas para novos usos. Podem ser usados como elementos quase dramáticos de marcação de entradas. Ou como luminárias, uso mais corriqueiro.   
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Cestos de basquete com um novo uso como luminária. Confesso que gostei. Me julguem, meus gostos andam mais ecléticos...
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Um ar todo coloquial foi realçado nessa loja gourmet com o uso dos tachos como luminárias e das caixinhas de ovos como revestimento de parede. 
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Esse exemplo dos raladores eu gosto demais, por isso estou reprisando aqui. 
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Os bules pendurados me dão uma sensação de Alice no País das Maravilhas. Para vocês não?
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Latas velhas sempre me relembram uma certa sustentabilidade afetiva. E reaproveitar as embalagens da obra me parece uma atitude bacana.
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Placas antigas são sempre cult. E grandes caldeirões me lembram magia. E magia é sempre fascinante.
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