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Algumas ideias de quartos de bebe baseados em Montessori

Algum tempo atrás fiz uma postagem sobre como projetar o quarto PARA o bebê usando princípios do método Montessori onde coloquei vários pontos que deveriam ser observados no projeto.
Apresentar o mundo para a criança e deixar que a criança aprenda por ela. Auto educação, educação cósmica, educação como ciência. Esses alguns dos pilares da teoria e prática de Montessori.
Na época (2013) o quarto montessoriano ainda era relativamente novidade em termos de ambientação de quartos de bebês e as já conhecidas casinhas cama não tinham virado moda. Hoje aproveito para mostrar mais algumas ideias e acrescentar a sugestão, que o colega Oscar Muller deixou nos comentários de então, de como os arquitetos podem aprimorar os conceitos da pedagogia montessoriana nos espaços infantis:
Inicialmente chamando atenção para aspectos de higiene e saúde do ambiente, óbvios para nós, mas nem tanto para os leigos (para além das preocupações mais citadas, como acessibilidade, iluminação ou segurança), como os cuidados construtivos quanto à insolação, que deve garantir um mínimo de duas horas de incidência solar toda manhã, ou quanto à ventilação, que precisa ser farta e regulável, e alertas importantes para o desenvolvimento saudável da criança no caso específico do modelo do quarto montessoriano, como não apoiar diretamente o colchão no chão, deixando o estrado para evitar a proliferação de fungos (coisa que raro se vê nas imagens de quartos montessorianos), sempre mantendo um espaço facilmente higienizável em torno da cama, sem contato direto com carpetes ou tapetes.
Mas a coerir com o método montessoriano, penso que nossa contribuição pode ser mais efetiva se o projetista inclui alguma preocupação no sentido de proporcionar a apropriação do espaço pela criança, e a possibilidade de interferência neste, lançando mão por exemplo, de níveis diferentes, suportes, peças leves que possam ser utilizadas tanto para conectar e facilitar acessos, quanto para separar pequenas áreas, criar nichos, etc, mas permitindo a manipulação, a alteração das configurações do espaço, assim introduzindo no ambiente do dormitório a possibilidade de definir e vivenciar dentro, fora, atrás, por cima, em baixo, etc, provocando usos algo diferentes, decisões quanto ao que é exposto e o que fica escondido, junto ou separado, e por aí vai... Sempre atentando para a segurança da criança, é claro.

Pelas imagens podemos observar - comparando com as imagens da postagem de 2013 que a estética evoluiu, embora alguns dos aspectos levantados pelo colega ainda estejam por ser mais incrementados.






Fonte das imagens
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