Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
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O Flamenco e Niemeyer com muita gastronomia no meio
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A dança. Das artes uma das que tenho menos contato. Mas não menos encantamento. Unir uma dança que faz parte da cultura de um país que admiro (Espanha) com o saudável hábito de degustar uma boa comida com um vinho idem. E em excelente companhia. É dos prazeres que me permito cada vez mais.
O que eu conhecia sobre o Flamenco? Nada. Nada de muito profundo. Lógico que a imagem que me vinha à cabeça era uma saia rodada, castanholas e muita paixão. E muito vermelho. Vai duvidar, ainda via uma rosa na boca da moça.
Uma palestra, quase um bate papo delicioso e lógico que saí morta de vontade de conhecer mais sobre o Flamenco, em especial o baile Flamenco. Impossível não ser instigada depois de conhecer um breve histórico e alguns vídeos. Além da vontade de dançar flamenco, eu sempre procuro alguma ligação com a Arquitetura. Não que isso seja sempre necessário. Eu sempre defendo que todo profissional (aliás toda pessoas) deva ter contato com muitos campos diferentes. E se for no mundo das artes, mais ainda se torna necessário esse mergulho. Bons arquitetos tem uma bagagem cultural extensa. Leituras, viagens, apreciação de exposições...mas duvidam que encontrei uma relação mais estreita entre o Flamenco e a Arquitetura? Em especial, a arquitetura brasileira?
Nem o ar, nem a terra são iguais, depois de María Pagés ter dançado.José Saramago
Pois é o que fez Maria Pagés em seu espetáculo Utopia e com o seu trabalho que traz um Flamenco vibrante e sempre atual. Aliás, segundo o que aprendi no meu agradável encontro no Studio Clio, Flamenco é vida, é paixão, é expressão de pulsação. E por isso é sempre fascinante.
Maria Pagés expressou através da dança toda a sinuosidade da criação de Oscar Niemeyer (e abaixo podem ver em um vídeo uma parte do espetáculo).
María Pagés opta em encontrar os traços da arquitetura de Oscar Niemeyer e o traçado do bailar flamenco e acaba por corporificar em movimento o impossível de ambos os estados. Pela dança, imagina-se espelho; pelo sentimento, imagina-se diálogo. E a paixão torna-se inerente ao estilo, substanciada no inconformismo da imaterialidade da intersecção entre ambos. Representar algo é igualmente utópico, assim como fazer do homem e do meio algo diferente, como tanto sonhou o arquiteto. Mas é essa a utopia válida, segundo os argumentos de ambos: valer-se da imaginação e do desejo para sonhar o intraduzível e, pela perspectiva do poético, tornar sensível o invisível. Em seu encontro com Oscar, María lhe disse ser a dança a esperança dos corações do homem, a próxima revolução a seguir. Ou seja, tornar o homem novamente disponível ao sentir, ao desejo e ao sonho....
Maria Pagés - Utopia
“Oscar Niemeyer me recordó que en la humanidad no hay jerarquías, que todos estamos en una misma y única dimensión. Oscar me recordó que en esta igualdad reverdece la esperanza de poder cambiar el mundo. Porque todos reímos y lloramos. Y todos nacemos y morimos... “. María Pagés
Silvia Canarin e Francisco Marshall no almoço Clio sobre o Baile Flamenco
E o almoço?
Entrada Gaspacho andaluz
Principal Flamequín com alboronía (lombo recheado empanado com legumes assados)
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
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