Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Baterias velhas de smartphones iluminam residências rurais

Iluminar habitações e zonas carentes é um grande desafio. A energia solar é uma solução, mas sempre esbarra em custos. E se houver uma solução que una economia e reaproveitamento de algo que é descartado?

Pois existe. Sabem como? Com as baterias de ion de lítio de smartphones velhos.

Os smartphones são praticamente objetos de uso indispensável em nossas modernas sociedades. E tem uma vida útil bastante curta, cerca de três anos, antes que fiquem obsoletos. Mas suas baterias tem uma capacidade maior: cinco anos. Foi pensando nesses dois anos de energia posta fora que pesquisadores desenvolveram um modelo de reaproveitamento para gerar luz para casas rurais que tornou o uso de geradores solares muito econômico.  
O protótipo do sistema consiste de um painel solar e lâmpada LED 12V ligado a uma bateria contendo três Samsung Galaxy Note 2 baterias.
CRÉDITO: Diouf / Kyung Hee University

Show de bola! Como funciona isso? O pesquisador Boucar Diouf, da Universidade Coreana de Kyung Hee junto com a sua equipe teve a ideia desse programa de reaproveitamento que além de ser mais barato, ainda gera empregos. 

Segundo o artigo que li, "uma bateria de celular padrão, que tem capacidade de 1.000 miliamperes-hora, pode alimentar uma lâmpada de LED de 1 watt durante cerca de três horas, ou uma lâmpada de 0,5 watt - brilhante o suficiente para que alguém leia ou escreva - por cerca de seis horas. Quando ligado a um pequeno painel solar, esse sistema pode durar cerca de três anos sem qualquer manutenção."

Ele é feito em cinco etapas:
  1. recolhimento das baterias usadas
  2. teste e seleção
  3. montagem do sistema
  4. comercialização e instalação. 
O objetivo é que comece a ser implantados projetos pilotos no ano que vem na Africa.

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