Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Sustentabilidade arquitetônica e cultural em escola infantil - Chrysalis Childcare
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
O espaço físico é importante no processo de aprendizado?
Obviamente sim. E nem falo aqui como arquiteta, mas como ser humano.
Viemos a um mundo feito de dimensões. O espaços nos rodeia, crescemos tocando, cheirando, descobrindo. E o que é a aprendizagem senão o despertar da vontade de aprender mais e mais? Aprender não é sentar em uma sala de aula, ou na frente de um computador, e decorar. Não. Aprender é interagir. Aprender é sentir a vida e como ela funciona. Aprender é compreender o mundo, as pessoas. O vento. O céu. As plantas...e as pessoas. Nós, humanidade que tanto carecemos de aprender a interagir conosco.
Por isso, quando vejo um projeto que contempla de forma tão bonita e delicada essa relação com o entorno, impossível não compartilhar aqui no blog.
Uma proposta que une sustentabilidade arquitetônica e afetiva, levando em consideração elementos da cultura local na concepção da forma e nos simbolismos usados no projeto. E priorizando materiais certificados e reciclados, além do aproveitamento da abundante luz natural em seus espaços.
O que seria um problema, o fato de haver árvores a serem preservadas em um terreno não muito amplo, se tornou solução. A forma do prédio, que lembra velas de barcos, tão importantes na cultura local, envolve as árvores. Esse respeito às tradições locais me parece um dos pontos altos do projeto. Sustentabilidade não se faz apenas com materiais e respeito à certificados. Mas também com o resgate das técnicas, materiais e cultura locais, dando-lhes um novo olhar e inserindo novas tecnologias que acrescentem, nunca excluam.
Confesso que me assusta ver que a maioria de nossas construções, sejam externas, sejam ambientes internos, assumem um ar cosmopolita, uma maneira de dizer que são todas iguais. Poderiam estar em qualquer lugar do mundo. E dizem isso como se fosse uma vantagem! Um mundo igual é um mundo pobre. O que confere dinamismo é justamente o que cada um, o que cada local tem de único. Quanto mais cedo as crianças aprenderem isso, mais rica a cultura de um país. E isso se reflete nas suas criações e na sua economia, com certeza.
Por isso achei fantástica a explicação de como o prédio representa a união de elementos simbólicos da cultura Maori, trabalhando os vazios da natureza e os elementos construídos.
A humanização é justamente isso:
deveríamos projetar para as pessoas e não para a forma. E isso não
significa funcionalidade. Funcionalidade é projetar para as necessidades
básicas das pessoas. A humanização vai além: é projetar para as
percepções e diversidades das pessoas e para que o ambiente seja
apreciado e, por que não, amado. Se não levarmos isso em conta, é melhor
não projetar.Arq. e prof. Doris Kowaltowski (Fonte)
A educação é bem mais que
um prédio, por mais bonito, sustentável e criativo que seja. Não
importa se é educação básica ou mesmo o ensino da arquitetura, ou outro
saber, o ato de educar sempre será para mim o ensinar a olhar o mundo com seus próprios olhos e mestre, para mim, é o que planta vontades,
o que fomenta, o que instiga e desperta em cada um a vontade da busca. E
da busca do contraditório, das inúmeras versões, da base e da síntese
que pode ressignificar o presente e alicerçar o futuro. Elenara Stein Leitão (fonte)
Learning Links, a leading childcare centre provides warm, caring, early learning environment for 3 months to 5 years old children childcare New lynn Daycare New Lynn
Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos
DIREITO À PAISAGEM Adeli Sell “O belo é o esplendor da ordem” - Aristóteles Os campos, as montanhas, as colônias são lugares abertos, há poucos obstáculos feitos pela mão humana; logo, quando falamos de DIREITO À PAISAGEM, estamos falando de cidades, de espaços construídos, obstruídos, que mudaram a paisagem original. Por isso temos que falar do DIREITO À CIDADE. É uma relação sujeito-objeto. O mundo e os seres humanos se afetam mutuamente. DIREITO Á CIDADE O Direito à Cidade é um direito difuso e coletivo, de natureza indivisível, de que são titulares os habitantes da cidade, as gerações presentes e futuras. É o direito de habitar, de usar, de participar da produção de cidades justas, inclusivas, democráticas e sustentáveis. Alguns falam de cidades inteligentes, pois estas teriam o condão de serem efetivamente mais justas. É na Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001 que temos a Regulamentação dos artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da po...
Como é o processo projetual de um/a Arquiteto/a? Difícil de mensurar. Me lembro quando estava no mestrado, tinha gente pesquisando os tais processos de qualidade. Para mim, mensurar quantitativamente o processo de projetar, na época, me parecia surreal. Já escrevi aqui um chamado sobre "Como você projeta? " onde expliquei mais ou menos como funciona o meu processo. E agora achei um guia rápido falando sobre isso nesse site , descrevendo exatamente o Processo de Projetar. Vale a visita para visualizar a quantidade de material gerado por um projeto. Vamos passear por ele? Passo 1: Entrevista e discussões iniciais Esse passo é fundamental. Na minha experiência profissional já posso até dizer quando um projeto vai dar certo ou não. É preciso empatia com o proprietário. Não, não se precisa pensar igual, nem quer dizer que vamos ficar amigões, mas é preciso uma cumplicidade e empatia para atingir um objetivo comum. E, fundamental, é a eta...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...
Learning Links, a leading childcare centre provides warm, caring, early learning environment for 3 months to 5 years old children
ResponderExcluirchildcare New lynn
Daycare New Lynn