Café Alta Política- Metamorfose da Vida

Imagem
No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Dia de Rock, bebê

Tudo bem, eu não sou roqueira. Na verdade nunca fui. Portanto não esperem altos conhecimentos sobre bandas ou músicas. Meu lado rebelde musical sempre foi muito mais latino, muito mais Mercedes Sosa e Violeta Parra. Mas...também não sou imune à imensa influência que o rock exerceu - e exerce- na cultura e vida das pessoas.

Por isso o tema do almoço Clio falando sobre Rock....e Guerra Fria me deixou muito curiosa. A proposta era "verificar a influência do rock, produto cultural típico da Guerra Fria, na estética e no discurso daquele período histórico".  Palestra brilhante do prof. Dr. Thomaz Santos que nos levou por quase cinco décadas de rock, discorrendo sobre como a cultura, o poder, a política apareciam (ou não) nas músicas da época.  
Sempre tive a noção de rock como um movimento rebelde, de contestação. Mas que se tornou, na maioria dos casos, em um grande e lucrativo negócio. Talvez isso soe como heresia para os fãs mais exaltados. Enfim, é muito difícil imaginar grandes astros sobrevivendo sem o apoio das grandes indústrias de divulgação.  
Mas negócios a parte, a música é mais forte que a indústria. O fascínio que o ritmo exerce nas pessoas, a arte musical que é mais forte que fronteiras talvez seja a verdadeira revolução. Acima de lados, acima de geo políticas, acima de governos. Isso explica a censura nos regimes autoritários e a cooptação dos astros nos mais "liberais". 

Da música que mexia a ponto das pessoas quebrarem e ousarem, passando pelas requebradas de Elvis the Pelvis, que logo é transformado em um bom moço que atenda às normas sociais (e outras "cositas más" que falam por aí e que eu, como não sei, não reproduzo aqui). Passando pelos ventos e guitarras que gritam nos anos 60, pelos contrabandos da cultura ocidental para dentro da cortina de ferro. Passando pelas bandas mega super stars, pelos protestos de comportamento, submarinos amarelos e imaginando novas sociedades, mais generosas. Passando pelo punk, pelo rock pesado. Passando por tanta transformação, só o rock não passa. Netos e avós curtindo músicas que são clássicos.

Mesmo uma não roqueira como eu, não podia deixar de se render. 
E o almoço ? Com gastronomia da chef Carine Tigre foi um primor. E estava bem de acordo com a proposta da Guerra Fria com pratos de inspiração russa e americana. 
Entrada
Borsh (sopa de beterraba) com creme azedo
Prato principal Barbecue chicken com purê de milho e crocante de bacon
Sobremesa Shortcake com pêssego e chantilly de vodka

Fotos dos ambientes - Pinterest
Cardápio e comidas - Elenara Stein Leitão

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

Processo da Arquitetura

DIREITO À PAISAGEM

10 motivos para NÃO fazer arquitetura