Pular para o conteúdo principal

Dia de Rock, bebê

Tudo bem, eu não sou roqueira. Na verdade nunca fui. Portanto não esperem altos conhecimentos sobre bandas ou músicas. Meu lado rebelde musical sempre foi muito mais latino, muito mais Mercedes Sosa e Violeta Parra. Mas...também não sou imune à imensa influência que o rock exerceu - e exerce- na cultura e vida das pessoas.

Por isso o tema do almoço Clio falando sobre Rock....e Guerra Fria me deixou muito curiosa. A proposta era "verificar a influência do rock, produto cultural típico da Guerra Fria, na estética e no discurso daquele período histórico".  Palestra brilhante do prof. Dr. Thomaz Santos que nos levou por quase cinco décadas de rock, discorrendo sobre como a cultura, o poder, a política apareciam (ou não) nas músicas da época.  
Sempre tive a noção de rock como um movimento rebelde, de contestação. Mas que se tornou, na maioria dos casos, em um grande e lucrativo negócio. Talvez isso soe como heresia para os fãs mais exaltados. Enfim, é muito difícil imaginar grandes astros sobrevivendo sem o apoio das grandes indústrias de divulgação.  
Mas negócios a parte, a música é mais forte que a indústria. O fascínio que o ritmo exerce nas pessoas, a arte musical que é mais forte que fronteiras talvez seja a verdadeira revolução. Acima de lados, acima de geo políticas, acima de governos. Isso explica a censura nos regimes autoritários e a cooptação dos astros nos mais "liberais". 

Da música que mexia a ponto das pessoas quebrarem e ousarem, passando pelas requebradas de Elvis the Pelvis, que logo é transformado em um bom moço que atenda às normas sociais (e outras "cositas más" que falam por aí e que eu, como não sei, não reproduzo aqui). Passando pelos ventos e guitarras que gritam nos anos 60, pelos contrabandos da cultura ocidental para dentro da cortina de ferro. Passando pelas bandas mega super stars, pelos protestos de comportamento, submarinos amarelos e imaginando novas sociedades, mais generosas. Passando pelo punk, pelo rock pesado. Passando por tanta transformação, só o rock não passa. Netos e avós curtindo músicas que são clássicos.

Mesmo uma não roqueira como eu, não podia deixar de se render. 
E o almoço ? Com gastronomia da chef Carine Tigre foi um primor. E estava bem de acordo com a proposta da Guerra Fria com pratos de inspiração russa e americana. 
Entrada
Borsh (sopa de beterraba) com creme azedo
Prato principal Barbecue chicken com purê de milho e crocante de bacon
Sobremesa Shortcake com pêssego e chantilly de vodka

Fotos dos ambientes - Pinterest
Cardápio e comidas - Elenara Stein Leitão

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

Dicas para economizar na conta da luz

  Não bastasse os sustos do ano, os gastos do fim dele (ufa!) que não são apenas presentes, mas impostos, 13°, etc, etc, vamos ter também bandeira vermelha nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica já tomou essa decisão, que começa a vigorar no começo de dezembro.  O verão se aproxima com promessas de muito calor, estamos usando muitos aparelhos em casa para manter nossa rotina e trabalho seguindo. Então o que podemos fazer para economizar e não levar (tanto) susto na hora de pagar a conta?    Consciência Em primeiro lugar: consciência. Parece básico, mas não é. Sabe aquele ato automático de abrir a geladeira e ficar pensando no que vai comer? Ou beber? Não faça. Deixar acesas luzes em ambientes onde ninguém está. Apague. Lembro sempre do meu pai que nos incutiu essa cultura do não desperdício desde pequenos. Assimile e passe adiante. Splits e ar condicionado Este será um verão atípico porque muitas vezes teremos que abrir mão de ventilação mecânica em função da pandemi