MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Alles Blue - pensando positivo


Alles Blue? 

Passava a dona da pensão em Munique, checando se o café da manhã, com um delicioso ovo estalado estava ok. Como não poderia estar tudo ótimo naquele março que se fazia muito frio? Se até neve caía lá fora, coisa que a mocinha nascida no Rio Grande do Sul, neta de alemães e pela primeira vez visitando a terra do avô, ia finalmente conhecer. Coisa meio mágica para quem não mora e tem que aturar aquela brancura todo inverno. Em férias é óbvio que é sempre alles Blue.

Mais lembranças do azul? Mesmo que esprema minhas primevas memórias, elas não têm muita relação com cores. Interessante isso. Me lembro das casas, dos moveis, dos sons e gostos. Celi Campelo tocando na vitrola da minha irmã adolescente. A sopa de feijão com ovo que a mãe fazia todo inverno e não só me aquecia o corpo. Aquecia minha alma de felicidade e gostosura. Mas cores....não. Elas não me marcaram. 

Azul das igrejas que visitei quando estudante de arquitetura. Azul do meu time do coração. Azul do céu e do mar. Mar que me fazia falta quando morei no Planalto central. Céu que me encantava por lá. 

O mar sempre me fascinou. E sempre me assustou. Mas o azul me acalma. 

Não é a cor que escolho para um ambiente. Em geral não. O azul me passa também algo mais frio. Sempre prefiro o verde. Nem sei explicar o porquê. Quem sabe ? Gosto não se discute. 
Não se discute? Será? 

Discute sim. Hoje se discute tudo. Aliás sempre se discutiu. Só que hoje repercute. Hoje ninguém pensa sozinho. Hoje se pensa em conexão. Seja para estar a favor, seja para estar contra. Nunca fomos tão conectados. Nunca nos digladiamos tanto pela nossa opinião. 

Alles Blue? 

Nem sempre. Mas também depende do foco que colocamos na vida. Assim como convencionamos chamar de azul um ambiente tranquilo, cabe a cada um transformar nosso momento em algo mais positivo. Se não podemos transformar o lá de fora, o cá de dentro é território nosso. Aqui dentro mandamos nós. Então embora ajustar o foco.
Transformar em poesia o cotidiano sem graça. Rir da mesmice e treinar no dia a dia o olhar de turista.

Pieguices de auto ajuda? Pode até ser. Mas se não nos auto ajudarmos, ninguém há de. Verdade seja dita, nós escrevemos a nossa história, somos roteiristas, diretores e atores. Se será uma tragédia ou uma comédia, só de nós depende. 

Alles Blue? 

Imagens : Pinterest

Postagem inspirada em um comentário. Obrigada pela dica RDAVALLE 

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