Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Bleu, A Liberdade é Azul

O azul é uma cor introspectiva. Está associado ao mundo masculino em certas culturas, mas também à uma certa melancolia. Não é a toa que foi usado nesse filme magnifico da trilogia das cores com uma associação à liberdade, mas uma liberdade que também significa desapego, solidão.
 
Segundo a Wikipédia, "o azul é uma das três cores-luz primárias, e cor-pigmento secundária, resultado da sobreposição dos pigmentos ciano e magenta. Seu comprimento de onda é da ordem de 455 a 492 nanômetros do espectro de cores visíveis e costuma estar associado à frieza, depressão, monotonia. E, por isso mesmo, também à paz, à ordem, à harmonia. Entre os matizes, é o menos expansivo e forte aos olhos. Sinônimos: cerúleo, cárdeo, celeste, azulado, safira. O azul estimula a criatividade. "

Eu tenho uma certa relutância em usa-lo. Coisa minha. O azul me parece uma cor fria, ela me passa um quê de estar "indoor". Como pessoalmente sou uma pessoa tímida, muito zen, com uma forte tendência a me bastar, se eu me cercar de muito azul corro o risco de acentuar essas características. Melhor então me encher dos amarelos, dos verdes, dos tons quentes!
Mas é óbvio que a especifico para alguns clientes. O azul acalma. E acalma tanto que me lembro de uma história que ouvi numa palestra de uma profissional super agitada. Ela usou um azul lindo no seu quarto, justamente para aguçar seu lado calmo. O ambiente ficou tão maravilhosamente calmo, que ela não queria mais sair de dentro....

Enfim, nada deve ser exagerado na vida. O segredo talvez esteja justamente na dosagem. Mesclar tons e fazer o azul sobressair sutilmente. Prezar a liberdade, mas não deixar de se apegar, de se envolver, de se doar e receber.

Alles OK, já dizia a dona de uma pensão em Munique onde vi pela vez primeira a neve! Alles blue pensei comigo. Tudo azul sempre significou que tudo está bem, no lugar certo, afinal azul é o céu, azul é o mar, azul é o sonho, azul é se deixar ser.
Azul é a liberdade. E a liberdade é aprender a escolher entre ir e ficar. Ou os dois. E que as nossas escolhas não nos façam tão doloridos, mas que nos deixem uma sensação de leveza e harmonia.

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