O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Galpão industrial revitalizado vira área de convívio e consumo

 
Um antigo local de embalagens de maçãs, depois transformado em museu dessa fruta na década de 80, foi revitalizado e transformado no The Apple Shed pelo Cumulus Studio. O escritório da Tasmânia desenvolveu o projeto que resgatou o antigo galpão e o transformou em uma interessante área de exposição, venda e compartilhamento de informações sobre o produto.
A maçã tem um valor simbólico grande em nossa sociedade ocidental e uma importância comercial nessa região. Nada mais atual que trazer essa importância para uma área de convívio em que a população local possa conhecer, consumir e degustar essas delícias.
A primeira etapa do projeto foi a restauração do galpão de embalagem de maçãs existente, trazendo mais luz natural, reformando as esquadrias existentes, resgatando a beleza simples do galpão original.
 A segunda etapa foi a adequação ao novo programa. O conceito básico partiu de um núcleo que reunia todas as necessidades: um novo bar que serve como ponto de vendas, uma cozinha com área de preparação e um espaço de escritório. O interessante é que foram aproveitadas as caixas de embalagens empilhadas nesses espaços.
Esse projeto foi finalista na categoria Pequenos Projetos do 2014 Timber Design Awards.



Gostei da proposta, gostei da solução. Gosto desse resgate de espaços, renovando-os em ocupação mas mantendo sua cultura e história. Achei interessante como as embalagens foram usadas de forma nova, remetendo à sua antiga utilização e delimitando espaços. Me lembrou essa outra proposta que já tinha postado aqui no blog:  Loja de vinho muito original



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