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Por quê não agimos?

Tem tanta coisa que nos incomoda, seja na vida pessoal ou na sociedade, e no entanto reclamamos, reclamamos mas muitas vezes não agimos para mudar.

Por isso esse vídeo abaixo sobre Psicologia Ambiental também me chamou a atenção. POR QUÊ NÃO AGIMOS?  

Ele alavanca uma série de motivos e dá alternativas. É um pouco lotado de informações, o que por si só já prejudica um pouco o pescar todas, mas é super válido. 

Concordo que muitas vezes nos aferramos à preconceitos ou a ideias instaladas e acabamos por repetir comportamentos ou a negar novos por puro viés. 

Faço também essa mea culpa, porque enviesados todos somos. Caso contrário seríamos neutros, e neutralidade pode ser até boa em tempos de guerra, mas não leva ao crescimento. Acho que a gente tem sim que tomar partido, tem que opinar, tem que lutar pelo que acredita, mas não pode é se engessar. 
  
"A visão tendenciosa e distorcida que cada um de nós pode ter dos fatos é a grande armadilha que nós mesmos criamos e que nos amarra e prende" - Renata Rubim

Esse momento "toma" que a Renata Rubim, pessoa por quem tenho a maior admiração pessoal e profissional, postou no Facebook, me faz refletir que muitas excelentes soluções para a vida da gente e da sociedade acabam sepultadas quando vem de algo ou alguém com quem não concordamos a priori. E as suas sugestões, por mais sensatas que sejam, acabam sendo expelidas por nós, pelo governo de plantão, pela empresa, pelo clube, por uma pessoa....

Como mudar ? Como trabalhar em nós para que não fiquemos aprisionados em nosso senso comum? Talvez usando algumas das dicas do vídeo de Psicologia Ambiental. Talvez parando para ver uma situação como se ela não acontecesse conosco. Talvez a isolando da turma, da ideologia, da preferência, dos o que vão pensar ou dizer internos. E do comodismo diário.  

PSICOLOGIA AMBIENTAL: Por quê não agimos? from Nicholas Gimenes on Vimeo.

E na esteira desse assunto, me lembrei desse vídeo que trata de mudanças na sociedade holandesa. Eu o tinha separado justo porque tratava de como agir, do momento em que ação e vontade se juntam e transformam. 

Vale para a vida da gente. Vale para a sociedade. Eu venho de uma geração que era amordaçada. As pessoas não achavam nada de nada porque quem achava alguma coisa, em geral não era achado mais....Mas quando aquilo se tornou insurpotável, as ruas se encheram de pessoas. Eram milhões pedindo eleições diretas. Mudou? Em um primeiro momento não. Mas em médio sim.

Por isso quando vejo hoje milhões se mobilizarem em assinaturas ou cliques na internet e não levarem esses gestos virtuais para o mundo real, por mais que respeite a atuação via computador, vou parafrasear Geraldo Vandré :

Gente- a vida não se resume a Internet

Enquanto você está reclamando, alguém está agindo e fazendo a vida real. Pense nisso.   

 

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