Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Um novo olhar sobre as cidades- ruas sustentáveis

Fui conferir uma dica que o amigo Gustavo Lisboa postou no facebook e topei com esse site super interessante - DOC VERDADE - documentários por um mundo mais justo.

E escolhi esse daqui, sobre as ruas sustentáveis de NY, na visão de Sérgio Abranches. Ele é curto, tem uns 3 minutos e vale o tempo. Em Porto Alegre, como nas cidades brasileiras de modo geral, vê-se muita preocupação com o automóvel e muito pouca com meios de locomoção mais saudáveis como bicicletas. E aqui é temerário optar por uma bike para transporte diário. Não há ciclovias em número suficiente, não há educação do motorista que disputa seu espaço cada dia mais apertado com motos e bikes. Hoje mesmo estava lendo sobre a morte de um estudante de odonto, Cauã Coutinho, atropelado por um carro. Cauã fazia parte da Massa Crítica, um movimento que celebra a bicicleta como meio de transporte.

Ver como a cidade de NY está encarando esse problema, com muito planejamento e resgantando as ruas como espaços de convivência e não apenas de passagem nos dá um alento e mostra que um novo olhar pode fazer toda a diferença para o futuro.





Quem quiser conferir a dica do Gustavo, o documentário é  Não existe amanhã

"Documentário animado que demonstra com números e fatos científicos a aproximação da humanidade aos limites dos recursos que o planeta pode prover. Dentro deste contexto, o maior problema não é o quanto nos resta de petróleo, espécies, terra fértil, etc., mas sim, o crescimento exponencial das demandas desses recursos acompanhando o consumo da população humana, que dobra em apenas algumas décadas..."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura