Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Aproveitando resíduos - PFC



Um dos materiais que me chamou a atenção na Expoacabamento foi esse que é feito de resíduos de 
material plástico e casca de arroz. Já foi usado no Acampamento Farroupilha aqui em Porto Alegre, onde uma casa foi montada com ele. 

Pelo que pude perceber, ele é muito versátil, pode até servir como estrutura para telhados, pisos, revestimento. Pode-se fazer mesas, bancos. E em várias cores. Segundo o que pesquisei na web, "é o PFC (Polipropileno / Etileno Fibroso Composto) e é uma liga composta por 60% de plástico reciclado e 40% de fibras vegetais, especialmente casca de arroz."

 É um belo exemplo de reciclagem de sacolas plásticas, um problema no descarte que pode ser uma solução para várias utilidades, inclusive como placas de sinalização.


Fontes :
Portal abes-rs 
Nobre Fibra - contato plasticonovo@hotmail.com

Comentários

  1. Elenara,

    e o Ézio, nosso amigo e colaborador da Autômatus, depois do impermeabilizante a base de descarte de pneu, encontrou solução (até agora inédita) para reaproveitamento de aparas e descartes de EVA, e já desenvolveu formulação para produção de produtos para nossa área, com excelente performance como isolante acústico, e tratamento de pisos, tornando-os antiderrapantes (além de isolante acústico), o que creio terá vasta aplicação na área de segurança, principalmente em locais com tráfego frequente de idosos e crianças, pois este novo material pode ser aplicado em camadas de maior espessura, oferecendo gradações mais ou menos macias, prevenindo assim as fraturas por queda.

    Bacana, não é? Seguindo a máxima do próprio Ézio: "Dar novos usos para velhas coisas", ao invés de calçar a sandália havaiana, espalhamos a dita pelo chão!

    Abraço,

    Oscar Müller

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