O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

Imagem
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Aproveitando resíduos - PFC



Um dos materiais que me chamou a atenção na Expoacabamento foi esse que é feito de resíduos de 
material plástico e casca de arroz. Já foi usado no Acampamento Farroupilha aqui em Porto Alegre, onde uma casa foi montada com ele. 

Pelo que pude perceber, ele é muito versátil, pode até servir como estrutura para telhados, pisos, revestimento. Pode-se fazer mesas, bancos. E em várias cores. Segundo o que pesquisei na web, "é o PFC (Polipropileno / Etileno Fibroso Composto) e é uma liga composta por 60% de plástico reciclado e 40% de fibras vegetais, especialmente casca de arroz."

 É um belo exemplo de reciclagem de sacolas plásticas, um problema no descarte que pode ser uma solução para várias utilidades, inclusive como placas de sinalização.


Fontes :
Portal abes-rs 
Nobre Fibra - contato plasticonovo@hotmail.com

Comentários

  1. Elenara,

    e o Ézio, nosso amigo e colaborador da Autômatus, depois do impermeabilizante a base de descarte de pneu, encontrou solução (até agora inédita) para reaproveitamento de aparas e descartes de EVA, e já desenvolveu formulação para produção de produtos para nossa área, com excelente performance como isolante acústico, e tratamento de pisos, tornando-os antiderrapantes (além de isolante acústico), o que creio terá vasta aplicação na área de segurança, principalmente em locais com tráfego frequente de idosos e crianças, pois este novo material pode ser aplicado em camadas de maior espessura, oferecendo gradações mais ou menos macias, prevenindo assim as fraturas por queda.

    Bacana, não é? Seguindo a máxima do próprio Ézio: "Dar novos usos para velhas coisas", ao invés de calçar a sandália havaiana, espalhamos a dita pelo chão!

    Abraço,

    Oscar Müller

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra

Calungas, a representação da escala nos desenhos