MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Momentos mágicos

FAU- UnB
Hoje estava falando sobre momentos mágicos. E me lembrei de um em especial que vivi nesse espaço. 


Anos 70, morava em Brasilia e fiz vestibular na UnB para Arquitetura e Urbanismo. Tinha dezessete anos. Me lembro de ter lido em algum lugar que era considerada a segunda melhor FAU do pais, depois da USP e antes da UFRGS (onde terminei o curso bem mais tarde). O Minhocão, prédio que abriga várias faculdades, tinha na de Arquitetura uma conformação interessante. As aulas teóricas eram nas salas a esquerda, fechadas por divisórias. E as aulas de projeto (na minha época eram PEU - Projeto de Edificação Urbana) ficavam no centro, separadas por armários ou biombos, e a gente circulava pelas várias turmas para chegar na nossa.


O mais bacana eram as épocas de entrega de projeto....a gente fazia os trabalhos na própria universidade e era nessa época que essa fluidez de espaços se mostrava mais rica. O pessoal dos anos mais adiantados, alunos do quarto ou quinto ano, super veteranos, iam palpitar e ajudar os mais novinhos, nós, que ficávamos encantados com esse auxilio. Cada aula que nos davam ! Sem contar que os professores passavam por lá de madrugada e participavam das vaquinhas de café e pastel que alguém sempre fazia a caridade de ir até ao centro comprar (na época era tudo muito distante...).


E num desses dias, quando amanhecia, paramos todos. Professores, alunos de todas as turmas e anos. Fomos ver o sol que nascia...Nunca me esqueci desse momento. Foi mágico e naquele instante o Minhocão ganhou alma para mim. Acho que ali entendi que o que faz a Arquitetura são as pessoas que nela transitam e que espaços devem sempre propiciar encontros, descobertas e momentos assim mágicos.      

Comentários

  1. É muito legal relembrar esses momentos mágicos.
    Dá uma sensação de estar no Paraíso (Paz Absoluta).A alma flutua.

    Linda Noite!

    Beijinhos

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