Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Momentos mágicos

FAU- UnB
Hoje estava falando sobre momentos mágicos. E me lembrei de um em especial que vivi nesse espaço. 


Anos 70, morava em Brasilia e fiz vestibular na UnB para Arquitetura e Urbanismo. Tinha dezessete anos. Me lembro de ter lido em algum lugar que era considerada a segunda melhor FAU do pais, depois da USP e antes da UFRGS (onde terminei o curso bem mais tarde). O Minhocão, prédio que abriga várias faculdades, tinha na de Arquitetura uma conformação interessante. As aulas teóricas eram nas salas a esquerda, fechadas por divisórias. E as aulas de projeto (na minha época eram PEU - Projeto de Edificação Urbana) ficavam no centro, separadas por armários ou biombos, e a gente circulava pelas várias turmas para chegar na nossa.


O mais bacana eram as épocas de entrega de projeto....a gente fazia os trabalhos na própria universidade e era nessa época que essa fluidez de espaços se mostrava mais rica. O pessoal dos anos mais adiantados, alunos do quarto ou quinto ano, super veteranos, iam palpitar e ajudar os mais novinhos, nós, que ficávamos encantados com esse auxilio. Cada aula que nos davam ! Sem contar que os professores passavam por lá de madrugada e participavam das vaquinhas de café e pastel que alguém sempre fazia a caridade de ir até ao centro comprar (na época era tudo muito distante...).


E num desses dias, quando amanhecia, paramos todos. Professores, alunos de todas as turmas e anos. Fomos ver o sol que nascia...Nunca me esqueci desse momento. Foi mágico e naquele instante o Minhocão ganhou alma para mim. Acho que ali entendi que o que faz a Arquitetura são as pessoas que nela transitam e que espaços devem sempre propiciar encontros, descobertas e momentos assim mágicos.      

Comentários

  1. É muito legal relembrar esses momentos mágicos.
    Dá uma sensação de estar no Paraíso (Paz Absoluta).A alma flutua.

    Linda Noite!

    Beijinhos

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