O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

Imagem
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Espaços para o sexo

Desde a antiguidade os locais reservados aos prazeres carnais foram se sofisticando. Dos antigos lupanares, com suas camas de pedra, como esse visto em Pompéia (Itália) passaram pelos antigos cabarés até chegar aos modernos motéis. De locais de encontros clandestinos, passaram a locais frequentados por casais "legais"  e mesmo para festas mais inocentes. Ou nem tanto.

Lupanario em Pompéia  Fonte
Mas na verdade eles exigem uma complexidade de planejamento. Sua localização deve privilegiar fácil acesso, mas ser ao mesmo tempo discreta. Sua ambientação deve primar pelo apelo à fantasia e a um certo luxo, sem descuidar de materiais muito resistentes e fáceis de limpar e conservar. O acesso de camareiras deve ser rápido e discreto. E devem reservar alguma área com acessibilidade para casais que assim a necessitem.

Em geral associamos motel com profusão de espelhos, decoração meio over e um apelo nada sutil ao seu uso. Mas não é obrigatório que assim seja. 

Fonte

Os espaços dedicados ao sexo sempre foram tratados como intimidade. 

Mesmo em um período da história em que as casas não permitiam aos casais essa privacidade, muitos procuravam os matos para poderem estar  a sós. Os casais mais ricos tinham camas com cortinas. Na medida em que o sexo foi ficando mais liberado para ser falado e os espaços das casas foram se compartimentando, os casais passaram a ter seus momentos de intimidade mais reservados. Mas a magia da paixão ainda exige uma certa fantasia que extrapola as quatro paredes da casa da gente. 

Abaixo um link para um estudo bem interessante sobre a evolução desses espaços  


Do boudoir ao motel um estudo


Comentários

  1. Excelente o texto do link!

    Que achado, Elenara!

    ResponderExcluir
  2. E tem gente que prefere uma rede.

    E haja saúde e T pra aguentar uma cama de pedra.

    Boa Tarde!

    ResponderExcluir
  3. Oscar !

    Os achados estão na net, basta pesquisarmos com afinco.

    Nô,

    Rede é bom também. Eu creio que deviam haver espécies de colchões de palha naquela época...

    Abraços

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Arte com resíduos no canteiro de obras - Mestres da Obra

Calungas, a representação da escala nos desenhos