O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Habemus Conselho próprio !

Durante muitos anos uma abnegada e guerreira turma de arquitetos lutou para ter um Conselho próprio. Entre esses, meu grande amigo Arquiteto e Urbanista Oscar Müller. O conheci como moderador de uma lista de Arquitetura que continua operante e onde acontecem belos debates sobre a profissão. Pedi então a ele que escrevesse algo nesse momento tão significativo para nós arquitetos. E abaixo seguem suas palavras:


"Brindemos, o CAU saiu.

Enfim deixamos de ter nossa profissão regulamentada por outros profissionais. Demorou, um parto de 52 anos! Houve quem batalhou a vida toda pela bandeira, gente incansável como o saudoso Kneesse de Mello, criador do slogan "Arquitetura, atribuição de arquiteto." (de quem tive a sorte de ser aluno), aliás o CAU bem poderia lhe prestar a homenagem adotando formalmente o slogan...

Daqui para a frente seremos nós a regulamentar nossa profissão, e o olhar sobre a questão ganha cores até agora tratadas como supérfluas, nós é que decidiremos o que é lícito ou não na prática profissional. Aspectos como insolação, salubridade, conforto, acessibilidade, respeito ao ambiente, adequação ao entorno e às necessidades do usuário, sustentabilidade, entre muitas outras "coisinhas de somenos", podem passar a ser mais importantes do que apenas atender às demandas mercadológicas.

Claro que para fazer acontecer esta mudança será preciso a nossa vontade e ação, temos que participar, incidindo para que a entidade seja forte, atuante e combativa, mas se logramos fazê-lo, ganhamos nós, os arquitetos e urbanistas, mas principalmente ganhará a sociedade, a cidade, o transeunte, o usuário...

O que foi até agora um sonho impossível, se tornou uma perspectiva factível. Certo que há muito chão a percorrer nestes caminhos, temos que nos apressar para recuperar o tempo perdido e a assumir a posição de vanguarda que nos é inerente, mas nos livramos do cabresto, e agora só dependemos de nós mesmos.

Guardarei em bom escaninho a memória deste momento, com o Lula fechando o mandato com chave de ouro para nós, arquitetos."

Oscar Müller Arquiteto e Urbanista (dez/2010)


Comentários

  1. Desejo a você um ano repleto de muitas realizações, sucesso, saúde e paz!

    Feliz 2011!

    Foi um prazer acompanhar o seu blog em 2010.

    Bjs!

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  2. Sucesso em 2011.Lula fez muitas coisas boas. Não é a toa que saiu com uma popularidade de mais de 80%Quem quiser que fale mal, mas gostei do governo feito por ele. Bom domingo.

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  3. necessario verificar:)

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