Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

E o cliente, o que quer ?


“Um prédio não passa de uma abstração sem sentido se não é considerado
juntamente com o que as pessoas esperam dele, seu lugar na comunidade
e os sistemas social e econômico em vigor”.
(Sommer, Robert, 1979)

Focar o cliente significa acima de tudo manter uma orientação de constante aprendizado, com ferramentas ágeis de escuta ao mercado de modo a satisfaze-los nos seus mais “simples” requisitos, já na maioria das vezes os clientes simplesmente querem exatamente aquilo que pedem. Ou seja, muitas vezes um cliente não quer nada mais do que alguns metros quadrados a mais que lhe garantam uma disposição cômoda de móveis.

Mas deve-se, acima de tudo, perceber que as necessidades e preferências estão em mudanças constantes e que o encantamento constante do cliente envolve um contínuo relacionamento de aprendizado com este, mesmo que isso signifique abandonar projetos e atitudes que deram certo no passado. A maneira de continuamente encantar os clientes é estar sempre atento às mudanças. E interagir com o mercado, envolvendo nesse processo todos os recursos humanos e tecnológicos possíveis.

Um bom empreendimento pode não apenas ser o que apenas vende rápido, mas o que, oferecendo áreas com grande flexibilidade de mudanças, facilidade no atendimento às modificações e atributos que satisfaçam o cliente, de acordo com a sua percepção, possam ser comercializados de forma rápida e vantajosa para todas as equipes envolvidas no processo.


“Apenas duas coisas são importantes.
Uma é o cliente e a outra é o produto.
Se você cuida dos clientes, eles virão de novo.
Se você cuida do seu produto, ele não virá de volta.
Não é mais simples nem mais difícil do que isso.”
(Stanley Marcus) 

Obs: trecho da dissertação de mestrado da Arq. Elenara Stein Leitão -  ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE COMPRA DO CONSUMIDOR DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS - resumo aqui



Comentários

  1. Olá! Vim conhecer seu Blog Vip e simplesmente amei! Adoro aprender sobre arquitetura e design.
    A satisfação do cliente é, sem dúvida, um processo complexo e importante!
    Beijos
    Mirella

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  2. Volte sempre Mirella, arquitetura e design são assuntos fascinantes.
    Abraços

    ResponderExcluir

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