O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

E o cliente, o que quer ?


“Um prédio não passa de uma abstração sem sentido se não é considerado
juntamente com o que as pessoas esperam dele, seu lugar na comunidade
e os sistemas social e econômico em vigor”.
(Sommer, Robert, 1979)

Focar o cliente significa acima de tudo manter uma orientação de constante aprendizado, com ferramentas ágeis de escuta ao mercado de modo a satisfaze-los nos seus mais “simples” requisitos, já na maioria das vezes os clientes simplesmente querem exatamente aquilo que pedem. Ou seja, muitas vezes um cliente não quer nada mais do que alguns metros quadrados a mais que lhe garantam uma disposição cômoda de móveis.

Mas deve-se, acima de tudo, perceber que as necessidades e preferências estão em mudanças constantes e que o encantamento constante do cliente envolve um contínuo relacionamento de aprendizado com este, mesmo que isso signifique abandonar projetos e atitudes que deram certo no passado. A maneira de continuamente encantar os clientes é estar sempre atento às mudanças. E interagir com o mercado, envolvendo nesse processo todos os recursos humanos e tecnológicos possíveis.

Um bom empreendimento pode não apenas ser o que apenas vende rápido, mas o que, oferecendo áreas com grande flexibilidade de mudanças, facilidade no atendimento às modificações e atributos que satisfaçam o cliente, de acordo com a sua percepção, possam ser comercializados de forma rápida e vantajosa para todas as equipes envolvidas no processo.


“Apenas duas coisas são importantes.
Uma é o cliente e a outra é o produto.
Se você cuida dos clientes, eles virão de novo.
Se você cuida do seu produto, ele não virá de volta.
Não é mais simples nem mais difícil do que isso.”
(Stanley Marcus) 

Obs: trecho da dissertação de mestrado da Arq. Elenara Stein Leitão -  ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE COMPRA DO CONSUMIDOR DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS - resumo aqui



Comentários

  1. Olá! Vim conhecer seu Blog Vip e simplesmente amei! Adoro aprender sobre arquitetura e design.
    A satisfação do cliente é, sem dúvida, um processo complexo e importante!
    Beijos
    Mirella

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  2. Volte sempre Mirella, arquitetura e design são assuntos fascinantes.
    Abraços

    ResponderExcluir

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