Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

E o cliente, o que quer ?


“Um prédio não passa de uma abstração sem sentido se não é considerado
juntamente com o que as pessoas esperam dele, seu lugar na comunidade
e os sistemas social e econômico em vigor”.
(Sommer, Robert, 1979)

Focar o cliente significa acima de tudo manter uma orientação de constante aprendizado, com ferramentas ágeis de escuta ao mercado de modo a satisfaze-los nos seus mais “simples” requisitos, já na maioria das vezes os clientes simplesmente querem exatamente aquilo que pedem. Ou seja, muitas vezes um cliente não quer nada mais do que alguns metros quadrados a mais que lhe garantam uma disposição cômoda de móveis.

Mas deve-se, acima de tudo, perceber que as necessidades e preferências estão em mudanças constantes e que o encantamento constante do cliente envolve um contínuo relacionamento de aprendizado com este, mesmo que isso signifique abandonar projetos e atitudes que deram certo no passado. A maneira de continuamente encantar os clientes é estar sempre atento às mudanças. E interagir com o mercado, envolvendo nesse processo todos os recursos humanos e tecnológicos possíveis.

Um bom empreendimento pode não apenas ser o que apenas vende rápido, mas o que, oferecendo áreas com grande flexibilidade de mudanças, facilidade no atendimento às modificações e atributos que satisfaçam o cliente, de acordo com a sua percepção, possam ser comercializados de forma rápida e vantajosa para todas as equipes envolvidas no processo.


“Apenas duas coisas são importantes.
Uma é o cliente e a outra é o produto.
Se você cuida dos clientes, eles virão de novo.
Se você cuida do seu produto, ele não virá de volta.
Não é mais simples nem mais difícil do que isso.”
(Stanley Marcus) 

Obs: trecho da dissertação de mestrado da Arq. Elenara Stein Leitão -  ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE COMPRA DO CONSUMIDOR DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS - resumo aqui



Comentários

  1. Olá! Vim conhecer seu Blog Vip e simplesmente amei! Adoro aprender sobre arquitetura e design.
    A satisfação do cliente é, sem dúvida, um processo complexo e importante!
    Beijos
    Mirella

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  2. Volte sempre Mirella, arquitetura e design são assuntos fascinantes.
    Abraços

    ResponderExcluir

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