A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Chegou o Natal

Em novembro ????


O Natal nesse nosso mundo consumista chega cada vez mais cedo.



Quando eu era pequena, e isso já faz algum tempo, as casas se enfeitavam para o Natal no dia 6 de dezembro e assim ficavam até o dia de Reis, 6 de janeiro.


Era tradição. Tudo bem, a gente usava pinheiros de verdade. Não era lá muito ecológico, mas a gente também não era tão desperdiçado como agora.



Arrumar a árvore, montar o presépio eram tradições muito esperadas e curtidas. Nada vinha pronto, e a gente colocava algodão no pinheiro para simular a neve. E usava velas com chama de verdade para iluminar. Dava pouca tragédia. Em um Natal a árvore de minha irmã pegou fogo, foi um pandemônio, mas a presteza de uma prima salvou nossa noite feliz. 


Essas recordações me vieram ao ver a festa de Natal de um Shopping ao lado de minha casa. Papai Noel alpinista, chegando de helicóptero, descendo de rappel.


Música, lá vem o CD da Simone novamente, e tudo vira magia e felicidade. E eu sempre pensando que todo mundo bem podia ser filho de Papai Noel, e que a tal da felicidade podia ser uma grande brincadeira de papel.



E tudo termina em fogos, e por mais que o comércio tente vender, Natal vai ser sempre uma festa de família, uma festa de doação.  Não doação de presentes materiais, mas doação de sentimentos.


E que seja para todos nós uma real NOITE FELIZ.



Comentários

  1. Aqui em São Paulo chegou em outubro nos Shoppings.
    Dá uma sensação esquisita, de contagem regressiva que eu não gosto.

    Eu li na Veja desta semana um artigo sobre o que se pode fazer para ajudar , o que se pode doar para crianças, idosos, animais...
    Este sim é o verdadeiro espírito de Natal.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

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